O Domingo (II)

Reaprender… para melhor viver Nos inícios do cristianismo, o domingo não era, certamente, dia festivo. Seria dia de trabalho. E, por isso, as comunidades teriam de reunir-se pela madrugada; ou teriam de protelar a sua reunião para tarde, quando já toda a gente tivesse acabado de trabalhar… chegando cansados, porventura com sono, se é que não meio adormecidos (a ponto de ser possível cair do alto da janela (cf. Actos 20,7-12).

Mas as dificuldades pareciam suscitar ainda maior entusiasmo. Nunca foram motivo para deixar de se fazer a reunião, nessa altura, nem através dos séculos. Muitas vezes, em tempo de perseguição, na mais arriscada clandestinidade, em clima de suspense, que só servia para redobrar o fervor dos corajosos. A Eucaristia do Domingo, a celebração do Dia do Senhor, a Alegria da Comunhão fraterna, a urgência de acolher a Palavra que ilumina e a fome de saciar a paixão por Jesus Cristo, fizeram milhões e milhões superar todos os obstáculos…

Nas casas de família, nas catacumbas, nas basílicas, sob a simplicidade do colmo ou à sombra de uma árvore… quanta variedade de igrejas acolheu e acolhe a Igreja, para viver a Festa da Vida com o Senhor Ressuscitado!… Um desafio aos mesquinhos pretextos para faltarmos ao banquete, que retratam tão somente a nossa rotina despaixonada!

Q.S.