O estudo

Ponta de Lança Durante séculos foi algo reservado a pequenos grupos, conforme as idades do Homem e da história: sábios, gurus, mestres, pedagogos, monges, universitários,…e a generalização! O acesso de todos à aplicação intelectual metódica para adquirir novas noções, para ampliar, relacionar, aprofundar ou enriquecer os conhecimentos que já se possuem, seguindo uma definição elementar de dicionário, permite-nos intuir que talvez se tenha chegado ao período mais avançado da era-estudo, e o substantivo passa a pretérito: era… estudo ou o estudo já era!

Elaboremos, mesmo que mentalmente, algumas aplicações desse processo do saber:

Prática desnecessária – No passado Domingo, um estudo, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, acaba por provar que a igualdade de sexos é quase uma realidade! Impressionante conclusão sobre a situação dos jovens na viragem do milénio!?

Encomenda – Segundo um estudo encomendado pela SIC/Público/Rádio Renascença… é recorrente!

Anacronismo – Insistir no estudo teórico! Tantos acreditaram no positivismo que o transformaram em sistema lógico metafísico!

Erro histórico – No tempo da generalização do ensino… é quando há menos estudos gerais; quando há menos estudo para a vida activa… Apenas estudo para o desemprego! Porventura, estudo sem qualificação necessária.

Loucura – Acreditar que o estudo, o saber, é o pólo dinamizador do desenvolvimento humano.

Insensatez – Dar a entender o estudo como trabalho e o lazer como não-trabalho!

Oportunidade perdida – Insistir na tese e na prática de colocar os jogadores e as equipas de futebol a estudar os adversários!?

Desportivamente… pelo desporto!