Ponta de Lança Aquelas que são consideradas tradicionalmente como as “religiões do livro” que têm uma matriz comum na sua génese: são monoteístas e depositam as verdades essenciais da sua experiência na Torah, Sagrada Escritura e Corão; vivem numa situação relacional extremamente pontual, alheias umas das outras. O espaço comum é uma linha ténue, onde o encontro nunca foi possível desde que o Patriarca Abraão saiu de Ur da Caldeia à procura de uma terra onde jorrasse leite e mel, isto é, recursos para a sua tribo (mulher, escravas, animais…) nómada – partindo do princípio que foi mesmo assim!
Cristãos, muçulmanos e judeus, na história das religiões, são sinónimo de divergência, de desencontros e até, contra toda a exegese, na afirmação da identidade de uns estão fundamentos para a negação do outro e da outra. Sabendo-se que o livro não é um livro de história, é recorrente encontrar nele fundamento histórico quando é necessário provar ou estão em causa valores imanentes da historicidade! Vislumbra-se no elemento físico (o livro), no monoteísmo, no ambiente onde se desenvolvem e estão implantadas, alguma comunhão?
Mesmo assim, a história… existe!
Outros sacerdotes de um deus não muito desconhecido continuam a abrir o livro, a rever os fundamentos históricos no livro.
Santana Lopes abre o livro de quase-história, na afirmação do autor, e o véu de muitos templos rasgou-se de alto a abaixo!
E ainda há quem se admire com os desencontros no Médio Oriente, entre as religiões do livro!?
José Veiga abriu o livro… e saiu do Benfica!
Já foi apanhado! Ninguém consegue sobreviver em liberdade fora das asas protectoras do maior clube do mundo… à frente do Manchester United!?
É que também aqui, entre nós, continuam as “três religiões” a dominar a sociedade, em cíclico absolutismo, na negação permanente da laicidade, nada existe fora destes três “pesos pesados”.
Ninguém explicou ao pobre penitente que, ao sair do Benfica, cavou a própria sepultura. Se tivesse estudado um pouco de teologia, saberia, com certeza, que fora do Benfica ninguém se safa, isto é, fora desta “religião” não há salvação… nem para salvadores da pátria! Muito menos em tempo de guerra… “santa”!?
Desportivamente… pelo desporto!
