Ponta de Lança Especula-se, fala-se, movimentam-se campanhas de milhões, elegem-se governos e direcções, presidentes das Repúblicas (assim mesmo, no plural! Só nós, Portugal, já vamos na terceira: 1911, 1933, 1976; outros têm outras; há ainda a das Bananas, a dos Bananas; etc.) mas ninguém resiste aos meios de comunicação social. É aqui que está o poder!
«1. Cabe a uma entidade administrativa independente assegurar nos meios de comunicação social:
a) O direito à informação e a liberdade de imprensa;
b) A não concentração da titularidade dos meios de comunicação social;
c) A independência perante o poder político e o poder económico;
d) O respeito pelos direitos, liberdades e garantias pessoais;
e) O respeito pelas normas reguladoras das actividades de comunicação social;
f) A possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião;
g) O exercício dos direitos de antena, de resposta e de réplica política.
2. A lei define a composição, as competências, a organização e o funcionamento da entidade referida no número anterior, bem como o estatuto dos respectivos membros, designados pela Assembleia da República e por cooptação destes.» (Artº 7, da Lei Constitucional nº 1/2004, sobre a comunicação social).
A nossa atenção recai sobre matéria desportiva, naturalmente. Por isso, centramos a observação sobre o tratamento dado ao Benfica, há três jornadas; depois, há duas semanas, sobre o Sporting; ultimamente sobre o FC Porto! Como é estranha a comunicação? Insiste, gasta, desgasta, rompe, insinua, analisa, põe a nu, veste, reveste, vai atrás, vem à frente, maltrata, desidrata,… mas quem legitima tudo isto? Há necessidade, e é urgente, de criar uma cultura de verdade na comunicação! Um trabalhador, manifestamente honesto, não pode ser lançado às feras (irracionalidade) que a comunicação provoca – veja-se como está a ser enxovalhado o treinador do Sporting! Será um criminoso? Para sair do seu local de trabalho necessita de escolta policial? Porquê? Criar especulação e agitar as massas devia ser crime!
– Já é?!
E um pasquim, de maior ou menor importância, será um tribunal!?
Desportivamente… pelo desporto!
