Painel Pedro Neto
Dirigente da Orbis e do SDAM – Secretariado Diocesano de Animação Missionária
Aprendi que o mundo não é a minha aldeia, mas o mundo.
Aprendi que a pobreza extrema e a guerra acontecem a horas de caminho daqui, não noutro mundo.
Aprendi que somos capazes da mais bela compaixão.
Aprendi que fraternidade significa ir até ao fim pelos outros, mesmo que os não conheça. São mesmo meus irmãos.
Aprendi que gente simples que se junta e une esforços, move montanhas.
Aprendi que existe uma Igreja que não é de reuniões, mas de comunhões.
É a minha Igreja, essa que a cada dia que passa muda o mundo mais um pouquinho, cada vez mais perto do sonho de Deus para a humanidade.
Sónia Pinho
Responsável de aprovisio-namentos. Coordenadora de projectos da ongd Orbis
Aprendi e aprendo a simplicidade, a humildade, o dar valor às pequenas coisas. Fiz voluntariado missionário em Moçambique, na Amazónia (Brasil, durante um ano e um mês) e em Angola. Estas vivências tiraram-me o romantismo que é ver o mundo cor-de-rosa.
O mundo não é cor-de-rosa. É de muito sofrimento. Por isso mesmo, temos de lutar para torná-lo melhor. Essa luta passa pelo empenhamento diário, daí que sublinhe a humildade, a simplicidade, o valor das pequenas coisas.
Jorge Fragoso
Padre da Unidade Pastoral de Águeda
Acima de tudo senti que a igreja é universal, que está inculturada e comunica com todos os povos. Estive em Nampula, Moçambique, no Verão de 1999.
Celebrei lá o sétimo aniversário da Missa Nova – sete anos de padre. Foi muito rico. A celebração, com baptismos, só durou quatro horas e tal! Quem estava mais preocupado com terminar era eu. Por isso, perguntei ao Pedro, que era o responsável da comunidade: “Então como é? Estamos a demorar muito…” E ele respondeu-me: “Não se preocupe. Nós aqui não trabalhamos à hora, mas pelo sol”.
Foi, toda ela, uma experiência muito marcante, ao mesmo tempo que realizei o sonho de infância que era ir a África. Em 1999, eu era pároco de Nossa Senhora de Fátima, terra do missionário Fernando Carvalho.
Mário Ferreira
Pároco de Oiã
No Verão de 2004, estive em Gabela, Angola, onde está o P.e Augusto Farias, que é de Agadão (Águeda).
Em primeiro lugar aprendi a deixar de dizer “não gosto”. “Não gosto disto, não gosto daquilo”. Com alguma privação, aprendemos a gostar de tudo.
Aprendi que é possível sorrir com poucas coisas – e sorrir a sério. Entendi o que era a dimensão do sofrimento.
A partir desta experiência, sinto a necessidade de envolver mais as paróquias ou a paróquia onde trabalho. A paróquia é por natureza missionária, mas tem de estar mais aberta à missão “ad gentes”.
Por outro lado, admirei e admiro imenso a generosidade, o trabalho, a coragem e a alegria contagiante dos nossos missionários.
