Colaboração dos Leitores Obrigado, Pai, pela capacidade do teu amar, no teu projecto de vida, na tua entrega e responsabilidade com a nossa família.
Obrigado, Pai, por teres amado a Mãe, pelas tuas zangas e reconciliações, por nunca teres desistido de nós e nos manteres unidos.
Obrigado, Pai, por teres estado sempre comigo, nas alegrias e tristezas, nas esperanças e nos desânimos.
Obrigado, Pai, por me teres ensinado o bem, o trabalho, a ordem, o sonhar e o respeitar, como postura na vida.
Obrigado, Pai, por nunca teres desistido da minha educação, nas punições e nos estímulos.
Obrigado, Pai, por teres sofrido comigo.
Obrigado, Pai, por me transmitires o orgulho das pequenas e grandes coisas da vida.
Obrigado, Pai, por me teres mostrado como o belo está dentro da nossa vida.
Obrigado, Pai, por teres sido contido em justos desejos egoístas, de que prescindiste, pela nossa estabilidade económica.
Obrigado, Pai, por teres evitado desvios e tentações, que teriam comprometido a coesão da nossa família.
Obrigado, Pai, pelo teu exemplo de modelo profissional e social.
Obrigado, Pai, por manteres sempre aquela referência protectora e amiga.
Obrigado, Pai, por teres sempre procurado respeitar-me, na minha evolução como pessoa.
Obrigado, Pai, pela dignidade na tua velhice, com a tua simplicidade e afecto.
Obrigado, Pai, porque agora, já quase não sabendo quem eu sou, ainda sorris para mim.
Coisas tão simples e aparentemente tão naturais, ao alcance de todos, com humildade esforço e responsabilidade, mas só atingíveis com uma infinita capacidade de amar.
Pai, também morremos quando se esquecem de nós, tu não serás esquecido, fizeste um bom trabalho.
Obrigado, Pai.
A. Manuel dos Santos
