Óperas de Puccini apresentadas no Teatro Aveirense

“Suor Angelica” e “Gianni Schicchi” (Il Trittico) “Suor Angelica” é uma ópera de um acto de Giacomo Puccini, com libreto de Giovacchino Forzano. Foi a penúltima ópera de Puccini (as outras duas do Trittico foram compostas antes) e é um exemplo, talvez único, de uma ópera só de mulheres. As vozes masculinas só aparecem no final, no coro de anjos que levam Suor Angelica para o céu. Puccini tinha uma irmã que era freira, chamada Iginia, Madre Superiora do Convento de Vicepelago, por quem ele nutria grande afeição. Graças a ela, Puccini percebeu como era a vida no convento, que retrata com grande realismo na sua ópera. Conta-se que, assim que terminou de compor a partitura, Puccini foi visitar sua irmã ao convento, e tocou e cantou para ela e para as suas companheiras excertos da música ao piano, deixando-as profundamente comovidas.

Gianni Schicchi é uma ópera de um acto de Giacomo Puccini, com libreto de Giovacchino Forzano, baseada no Canto XXX do Inferno, da Divina Comédia de Dante e é a única ópera cómica que Puccini escreveu. Sabe-se que Dante Alighieri, o autor da Divina Comédia, colocou os seus inimigos políticos e pessoais no Inferno. Entre os desafectos do poeta estava Gianni Schicchi, cidadão de Florença, que teria falsificado o testamento de Buoso Donati (Dante era casado com Gemma Donati, um membro dessa família), deixando a maior parte dos bens de Buoso, que morreu a 1 de Setembro de 1299, para a família Schicchi. O objectivo da ópera de Puccini é provar que, afinal de contas, Gianni Schicchi não merecia ir parar no inferno…

As duas óperas, resultado da Classe de Ópera do 10.º Curso Internacional de Música Vocal – 2008, serão representadas no Teatro Aveirense, às 21h30 do dia 1 de Agosto e às 18h do dia 3 (no dia 2 de Agosto não há espetáculo).

A direcção musical é de António Vassalo, enquanto a encenação é de Carleen Graham. Os bilhetes custam de 5 a 10 euros.