Reaprender… para viver melhor A Oração Eucarística toma este nome, porque, desde a sua introdução com o hino do Prefácio, ela é uma acção de graças ao Pai, por toda a gesta da criação e salvação da humanidade, por todas as maravilhas que Ele realizou e realiza em favor da Humanidade.
A maior maravilha, depois do diálogo feito de muitos modos, por muitas mediações, ao longo dos tempos, é o dom do Seu Filho, verdadeiramente Homem e Deus connosco, que, “por nós homens e para nossa salvação”, se entrega até à morte na cruz e ressuscita, ganhando, por essa entrega, a soberania sobre toda a criação – Ele é o nosso Senhor e Salvador!
A Eucaristia – e de uma forma expressa a Oração Eucarística – é sacramento memorial actualizante dessa entrega, desse “excesso de amor” de Jesus Cristo por nós, do seu “amor até ao extremo”, eternizado para sempre na ressurreição. Por isso, narrando a ceia com os discípulos e tomando as próprias palavras de Cristo, pedimos ao Pai que, através do Espírito, actualize esta maravilha da presença do amor de Deus oferecido em Cristo, para nós, hoje.
As formas “o meu corpo” e “o meu sangue” traduzem, na linguagem bíblica, a pessoa inteira, a sua força de vida! Jesus, na Sua humanidade glorificada, é uma presença real na Eucaristia, nos humildes sinais do pão e do vinho, garantia da participação na vida em plenitude de que Ele usufrui.
“Tendo passado deste mundo para o Pai, Cristo deixou-nos, na Eucaristia, o penhor da glória junto d’Ele: a participação no santo sacrifício identifica-nos com o Seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e, desde já, nos une à Igreja do céu, à Santíssima Virgem e todos os santos”. (Cf. Catecismo da Igreja Católica 1419).
Q.S.
