Orçamento

Ponta de Lança Orça… quê?

A palavra terrível! A expressão que vence todos os mitos – não sabemos quais são esses mitos, nem todos os mitos, mas aconselhamos uma visita a mithos.cys.com.br (é difícil existir mais algum!).

Geralmente, identifica-se orçamento como o plano financeiro para implementar a estratégia de uma empresa, grupo, estrutura para determinado exercício (semanal, mensal, anual ou outro). Acontece que, para que tal se cumpra, para que haja orçamento, são necessárias regras, estratégicas, plano de acção… cumprimento de tudo isso que se definiu durante o período determinado.

Entre nós, ganha sentido aquela espécie de interrogativa incompleta, algo quase interjeição, porque revela todos os sentimentos de quem a profere: Orça… quê? Há nisto uma dúvida letal.

Aparentemente não há entre nós qualquer possibilidade de “orça…qualquer coisa”. Isto porque, repetimos, não há cumprimento do quadro pré-definido.

Tudo pode ser mudado ao sabor de qualquer intempérie, de qualquer erro, sem que com isso venha a existir um responsável. O que se vem a constatar é que “quem estiver sem pecado atire a primeira pedra”, “uma mão lava a outra” e outros ditos reveladores de práticas ancestrais de não haver rigor.

Todos se deparam com o descrédito perante um orçamento que tem de ser reforçado; caso contrário, determinado projecto não é concluído; todos experimentamos a ignóbil prática de pagar antes para ser mal servido e tardiamente ressarcido; etc.

Em suma, enquanto os orçamentos se vão delineando no horizonte para o próximo ano, todos vamos aceitando passivamente que a culpa é do orçamento!

Então, só há duas saídas para tão grande disparate: incompetência no desenho orçamental ou erro conceptual?!

Quando vemos a Naval 1º de Maio em terceiro lugar na prova rainha do futebol português, por exemplo, podemos ser induzidos a avaliar o erro orçamental por excesso. Como é possível com tão pouco fazer tanto?!

Provavelmente há ali factores de natureza mitológica, transcendental: “os homens fazem das tripas coração”!

Porém, é bem provável que os homens da Figueira tenham aprofundado o sentido da expressão e tenham constatado que poderá haver relação com a experiência náutica de orçamento significar ir à orça, ir à bolina, isto é, tomar a direcção do vento e aproveitar a maré!

Em síntese, vale para todos os orçamentos, “no poupar é que está o ganho” – é popular mas pode salvar uma nau, mesmo que seja do tamanho de Portugal!

Desportivamente… pelo desporto!