Uma pedrada por semana A restauração do diaconado permanente na Igreja, decretada no Concílio de Trento (séc. XVI), mas só efectuada no Concilio Vaticano II (séc. XX) – que lentidão, Santo Deus! – significou um passo importante na vida da Igreja. Em Portugal são perto de duas centenas, vinte e oito na diocese de Aveiro. Algumas dioceses, passados já mais de 20 anos sobre a ordenação dos primeiros, ainda não arrancaram. Outras fazem-no a medo.
Os diáconos não são mini-padres, nem ajudantes de padre. Têm a sua identidade no terceiro grau no ministério ordenado, recebem do bispo o encargo pastoral, são nas comunidades fermento activo do espírito de serviço aos mais pobres, fazem ponte entre a vida familiar e profissional e a vida pastoral, estão mais próximos da realidade, humana e social, que, diariamente, os interpela a eles e ao agir da Igreja.
Os diáconos de Portugal reuniram com as suas esposas em simpósio nacional, no passado fim-de-semana, à volta do tema “ O diácono, testemunha e guia da caridade e da justiça”.
A diocese de Aveiro está grata aos seus diáconos. Novos candidatos se perfilam para a ordenação. As comunidades e as instituições e serviços onde eles servem já se aperceberam da importância deste ministério.
Aqui fica, para eles e suas famílias, uma palavra de gratidão e de estímulo.
A. Marcelino
