A Igreja não deve temer a mudança, mesmo que vertiginosa e inesperada”, disse o Bispo de Aveiro, na Missa que encerrou uma jornada dos que têm por missão a educação da fé: animadores, catequistas e professores
“As circunstâncias novas da sociedade exigem uma nova maneira de ser Igreja”, afirmou D. António Francisco aos cerca de seiscentos educadores da fé cristã que participaram na Eucaristia na Sé de Aveiro, na tarde de sábado, 14 de Novembro.
O quadro cultural mudou e é necessário saber ler os sinais dos tempos, com atitudes de fidelidade ao ensinamento de Jesus e de escuta do Espírito – ideias realçadas pelo Bispo de Aveiro. “A Igreja não deve temer a mudança, mesmo que vertiginosa e inesperada”, disse. Estas mudanças estão ainda mais patentes quando está em causa a educação de crianças e jovens. “É necessário saber interpretar a realidade que nos envolve com um olhar exigente e crente”, disse o Bispo de Aveiro, sem esquecer “a imprescindível dimensão comunitária da Igreja”, porque “a sociedade precisa do contributo da Igreja na educação das crianças, na família, na escola, nos jovens”.
Catequistas da infância e adolescência, animadores de jovens e professores de EMRC (Educação Moral e Religiosa Católica) encerraram à volta do altar e do Pastor, em Eucaristia, um dia de reflexão, oração, formação que reuniu muitos dos que na diocese têm por missão o crescimento da fé, muitos dos que de um modo específico se dedicam à educação cristã.
O encontro levou a Aveiro centenas de catequistas, uns para formação inicial (cerca de 70, no sábado e no domingo), outros para retiro espiritual e outros para reflexão sobre pastoral social e vocações, e também cerca de cem animadores de grupos juvenis (ver notícia na página 10) e dezenas de professores de EMRC, fazendo com que nas paróquias não houvesse catequese nem encontros de jovens. Pretendeu-se com esta iniciativa juntar todos os que se dedicam à educação cristã e alertar para a necessidade de formação, em linha com a segunda etapa do plano pastoral, que tem início no dia 29 de Novembro.
Depois de um ano dedicado à caridade como sinal distintivo do ser Igreja, que culminou na publicação do Plano da Pastoral Sócio-Caritativa, a Diocese de Aveiro foca-se na formação cristã. “A Igreja diocesana, educadora da fé, é fundamento da esperança” é o tema da etapa pastoral prestes a começar.
“Bom prenúncio do trabalho em conjunto”
“Um educador cristão mais formado não quer dizer que tenha mais fé, mas pode ser melhor instrumento de Deus”, disse P.e Barnabé, no final da celebração presidida pelo Bispo de Aveiro. O responsável pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional realçou que a acção que culminou na mesa comum da Eucaristia foi um “bom prenúncio do trabalho que se pode fazer em conjunto”. Pela primeira vez “os que têm a tarefa da educação cristã de todas as idades” tiveram um dia em comum com o mesmo mote da formação. Foi vivido segundo ritmos diferentes, mas culminou na celebração da Eucaristia, que é o centro da vida cristã.
O encontro foi promovido pela Vigararia da Educação Cristã, que congrega os secretariados da Pastoral Juvenil e Vocacional, da Catequese de Infância e Adolescência e o do Ensino Religioso nas Escolas.
