Os jovens de hoje não são melhores nem piores, são diferentes

TRÊS PERGUNTAS A… Pe Rui Barnabé,. Director do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil Quais as grandes linhas de orientação da pastoral juvenil para o próximo ano?

No próximo ano, o SDPJ Aveiro vai passar por uma grande transformação, uma vez que assume com toda a energia uma nova identidade que corresponde também a uma função tomada mais a sério. Vai-se converter em SDPJV Aveiro (Secretariado Diocesano de Pastoral Juvenil e Vocacional). Assim, vão surgir propostas novas de cariz marcadamente vocacional, inclusivamente com uma parceria que está a ser estudada com a Pastoral Familiar. De resto, mantemos o trabalho que vem sendo feito, dando valor acrescentado a algumas dimensões que urge desenvolver no seio da Igreja Diocesana: a Igreja é espaço de acolhimento, deve acolher bem; é espaço de fraternidade, deve ser afectiva; é espaço formativo deve ser esclarecida e esclarecedora…

Das propostas do Secretariado, o que é que os grupos de jovens não devem mesmo perder?

O calendário é vasto e diversificado. Contudo, sublinho as novas propostas inseridas no Itinerário Espiritual, que se realizará, como é hábito, no Natal e na Páscoa. Temos dois momentos novos, que se destinam a jovens mais velhos, a que chamámos: Faz-te ao Largo e Mestre onde moras. Para além disso, e para os que conhecem a Comunidade de Taizé, vamos começar brevemente a dinamizar um espaço de oração mensal aqui na cidade e estamos já a preparar a participação no Encontro Europeu, que terá lugar na passagem de ano em Zagreb (Croácia).

Os jovens de hoje são melhores ou piores do que os de há 10 anos?

Penso que não são melhores nem piores, são diferentes. Continuam a ser activos, críticos, generosos e à procura de respostas… Mas penso que têm cada vez mais dificuldade em assumir compromissos e estabelecer prioridades. Muitos são os que continuam a acreditar que vale a pena assumir a sua identidade cristã no mundo, mas também não serão menos os que se deixaram vencer pelas circunstâncias e que se afastaram…

No entanto, tendo em conta que os Jovens são os melhores evangelizadores dos jovens, julgo que contamos com um bom grupo de pessoas atentas e preocupadas que continuam a construir pontes com a cultura e com o tempo.