Os Papas do Correio do Vouga

Memória CV Quando o Correio do Vouga surgiu, em 1930, era Papa Pio XI. Era ele que aparecia na primeira página do CV. Achille Ratti morre no dia 2 de Fevereiro de 1939 e o CV dedica a primeira página de 18 de Fevereiro ao “Papa das Missões”, “da Acção Católica”, “dos Seminários” e “dos Judeus” (por ter exigido liberdade para os judeus em Roma e ter denunciado as perseguições que começavam na Europa Central).

Eugénio Pacelli é eleito no dia 2 de Março de 1939 e o CV saúda-o a 11 de Março: “Viva Pio XII”. Quando morre, no dia 9 de Outubro de 1958, o CV (de 11 de Outubro) põe na capa “Morreu o Pai e Chefe da Cristandade” e dedica-lhe quatro páginas.

Angêlo Giuseppe Roncalli é eleito no dia 28 de Outubro e aparece nas páginas do CV na edição de 1 de Novembro de 1958: “Temos um novo Papa: João XXII. Que Deus cubra de glória o seu pontificado”. O Papa que convocou o concílio morreu no dia 3 de Junho de 1963. Afirma CV de 8 de Junho: “O Papa que tinha o Mundo no coração ficará no coração do Mundo”.

No dia 22 desse mês, o CV no-ticia: “Ontem, 21 de Junho, dia da festa do Sagrado Coração de Jesus, às 11 horas e 22 minutos, foi dado à Igreja e ao mundo o novo Papa: o Eminentíssimo Cardeal João Bap-tista Montini, que tomou o nome pontifício de Paulo VI”. Paulo VI estaria na cadeira de S. Pedro até 6 de Agosto de 1978. Na edição de 11 de Agosto o CV fala do “Papa de uma Igreja em renovação” e do seu “esforço constante pela Paz”.

João Paulo I é eleito no dia 26 de Agosto 263º sucessor de Pedro – noticia o CV de 1 de Setembro. Albino Luciani deixa a Sé de Veneza para estar na de Roma apenas 33 dias (até 29 de Setembro), o suficiente para ser conhecido como “O Papa que sorria para o mundo”, como se diz na edição de 6 de Outubro.

Karol Josef Wojtyla foi eleito papa no dia 16 de Outubro de 1978. Dois dias depois dava-se a notícia no CV e, num artigo assina-do por R. R., escrevia-se: “Oxalá João Paulo II, oriundo de um país do bloco de leste, seja capaz de fazer a aproximação entre os dois mundos antagónicos e a Igreja se torne cada vez mais sinal e factor de Paz”.