“Vive esta hora!” – Foram as sentidas e convictas palavras proclamadas pelo seu Bispo, na tarde do passado domingo, instigando os cristãos das terras de Aveiro a soltar as amarras, a navegar no mar deste Mundo – a nossa casa! – com a arma do amor, neste ano de graça, esta hora, que é o nosso tempo, o tempo que Deus nos concede.
Somos convidados a viver olhando a história destes 75 anos da Diocese com olhos perspicazes e agradecidos, acolhendo a riqueza do seu património, sem saudosismos nem conservadorismos; potenciando essa riqueza com ideais claros e firmes de futuro, que não sejam imaginações fugazes, leviandades de última moda, mas desejos e projetos de serviço indiscutível e consolidado ao mundo de que somos parte, fazendo de cada momento presente um passo desse peregrinar.
A nossa casa é o mundo! Serão as sacadas das nossas habitações, as fachadas das nossas igrejas, as ruas das nossas terras, com tarjas e estandartes, ou as lapelas dos nossos casacos com pins e crachás… Mas, sobretudo, será o coração de cada pessoa, o seu espírito, chão propício para semear a Palavra, o anúncio alegre da libertação que Jesus Cristo oferece, reerguido na esperança e remando com a força do amor.
A nossa arma é o amor! Que se anuncia por obras e em verdade: no acolhimento, na comunicação franca, na atenção às necessidades, no desencadear de ações solidárias, na proximidade, na partilha, no perdão… A Missão é tornar palpável o amor de Deus por cada um, no amor que a cada um dedicamos. E não há divisão que resista a esta torrente de bondade e gratuitidade! Viver o amor é assumir as alegrias e as dores, os sonhos e as angústias da gente dos nossos dias, fazê-los nossos.
O nosso tempo é agora! A tradição não é a repetição do passado! É viver o que é perene no hoje e no aqui, como passagem permanente a um futuro melhor! E conferir ao Evangelho que vivemos o rosto da atualidade, que faz brilhar caminhos sempre novos, mesmo no meio das maiores provações e crises. Esta é a hora de Deus, para os cristãos, para as comunidades da Diocese de Aveiro.
Tudo em clima de festa, de alegria que vem de dentro, porque “tudo podemos n’Aquele que nos sustenta”. Essa é a loucura das “outras palavras”, que não são retórica comicieira nem promessa de oportunidade, mas garantia de rumo a porto seguro, farol que guia no mar encapelado da história. Essas são as “outras palavras” da Missão Jubilar!
