P.e Pelágio integra equipa sacerdotal de Ílhavo

P.e Pelágio Faz Tomás integra a equipa sacerdotal de Ílhavo, desde o início de Setembro. A sua apresen-tação à comunidade foi no dia 7, quando a paróquia celebrava a festa do Senhor dos Navegantes.

Na Diocese de Aveiro desde 2004, P.e Pelágio considera “muito positivo “ ter chegado no início do ano dedicado à Eucaristia. “Vivi de forma intensa a temática e tive o gostei de participar no Congresso Eucarístico, onde aprendi muito”, afirma. Desse ano pastoral, 2004/05, recorda a grande acolhimento que encontrou no Sr. Bispo e nos padres, mas considera que foi “um pouco difícil” entrar no ambiente cultural português. A comparação é inevitável. As celebrações litúrgicas em Portugal têm menos gestos e símbolos que as angolanas, para já não falar da música e das danças… “Entramos na celebração e é tudo mais calmo”, reconhece.

No pouco tempo que está em Ílhavo, P.e Pelágio encontrou vários compatriotas, algo que não aconteceu por terras da Bairrada. “Vieram falar comigo por terem estado em Angola ou por lá terem nascido”, afirma com gosto.

Por falar em Angola, como acompanhou as recentes eleições? – Interroga o Correio do Vouga. “Foram uma experiência ímpar, depois de tantas tentativas de paz e de democracia que não resultaram”, afirma. Como todos os angolanos fora do país, não pôde votar, apesar de se ter dirigido ao Consulado. “Tenho pensado que o mais importante não é tanto o partido que as ganhou – já era esperado – mas mais o passo dado em direcção à democracia, à estabilidade e paz”, diz.

Integrando a equipa Ílhavo com os padres Fausto de Oliveira e José Lourenço, o sacerdote sente que tem dois desafios pela frente. Por um lado, o trabalho de equipa, em comunhão, como vigário paroquial, por outro, a pastoral em ambiente urbano. “Estou numa terra com outra dinâmica, outras exigências. Quero desempenhar bem o trabalho que me vai ser confiado neste ambiente de cidade”, afirma.

Pelágio Faz Tomás nasceu em Cubal, Benguela, há quase 42 anos. Completa-os no próximo dia 25. Estudou no Seminário do Bom Pastor, em Benguela, e foi ordenado padre no dia 6 de Agosto de 2000, por D. Óscar Braga. Na diocese angolana colaborou na Escola de Formação de Evangelistas, um organismo que forma catequistas de adultos e líderes de comunidades. Desde 2004 está na Diocese de Aveiro ao abrigo de um acordo entre dioceses. Como ele, há outros 18 padres nas dioceses de Lisboa, Coimbra e Viseu, incluindo o P.e Tiago Kassoma (paróquias de Ancas e Paredes do Bairro). O P.e Pelágio trabalhou dois anos em Albergaria e outros dois em Vilarinho do Bairro (pároco), Amoreira da Gândara e Ancas (vigário paroquial).