Pactuação

Ponta de Lança Que grande pacto!

Quando as pessoas, aparentemente divergentes – pelo menos nos conteúdos das coisas ou na forma de as desenvolver – estabelecem um contrato com fins semelhantes, algo de duradouro, oferecem a sensação (isto é, aos sentidos!), a quem as visita por qualquer motivo, que há algo que está incompleto. E está incompleto, a priori, por duas razões estruturais: deixaram de ser diferentes, ponto um; limitaram a criatividade, a mudança, a possibilidade do tempo, já que estão cativos da falta de ideias, obrigam à mudança, ponto dois. A vida das coisas pactuadas entrou em coma, virou pactuação!

Defendemos algo mais profundo, que não fica pela simples semântica: o acordo! Chegar a acordo é, no seu sentido etimológico, gerar comunhão, aceitar as ideias do outro, aceitar o outro e com ele desenhar os futuros comuns. O acordo é algo que vem do coração!

Naturalmente, tudo parece encaminhar – nesta rápida leitura, mesmo que na diagonal – para a tragédia nacional: o Benfica perdeu, o Beira-Mar foi espoliado mesmo às portas do Castelo de Leiria!

Obviamente que não é disso que se trata! Não há qualquer pacto para gerar estes acontecimentos! Até porque isto dos árbitros não aplicarem as leis do jogo por igual, do primeiro ao último minuto, como no caso do Boavista-Benfica – que grande arraial de pancada aqueles “vermelhos” levaram!? Espertalhões, queriam na segunda parte fazer o mesmo que o Boavista fez na primeira: agarrar, soquear, fazer tesouras,… deviam pensar que o árbitro é cego! É evidente que isto de abater tudo o que mexe sem qualquer penalização é só para quem sabe! Armam-se em espertos e levam três secos: em golos e em vermelhos! No Beira-Mar a grande penalidade foi limpinha… na manifesta ignorância de quem apita! Nada a dizer, o futebol é assim mesmo: só vinga quem alinha no pacto, seja ele qual for!

Nisto do pacto… nem queremos que seja por influência do tratado conjunto entre PS e PSD sobre a justiça! Apenas lamentamos que, para um país progredir, quem governe não o faça com planos bem definidos e quem oposta não o saiba fazer. Isto parece a educação que determinadas famílias fazem com os filhos, se o pai diz que não… o filho vai pedir à mãe; se a mãe diz que sim… “estragas a criança com tantas cedências”… Haja governo! Haja oposição! Mas uns e outros de acordo por Portugal!

Desportivamente… pelo desporto!