Papa deixa apelos para a Cimeira de Copenhaga

Bento XVI realça que “a salvaguarda da criação postula a adopção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo em relação aos pobres e às gerações futuras”

Bento XVI recordou no domingo passado a Cimeira da ONU sobre as mudanças climáticas (iniciada no dia 7 de Dezembro), em Copenhaga, destacando a necessidade de uma acção concertada da comunidade internacional para fazer face ao fenómeno do aquecimento global, sem prejudicar as populações mais pobres nesse esforço.

Após a recitação do Angelus, na Praça de São Pedro, o Papa deixou votos de que “os trabalhos ajudem a encontrar acções respeitosas da criação e promotoras de um desenvolvimento solidário, fundados na dignidade da pessoa humana e orientada para o bem comum”.

“A salvaguarda da criação postula a adopção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo em relação aos pobres e às geração futuras”, prosseguiu.

Segundo Bento XVI, para garantir o pleno sucesso da Conferência, que decorre até ao dia 18 de Dezembro, “todas as pessoas de boa vontade” devem “respeitar as leis colocadas por Deus na natureza e a redescobrir a dimensão moral da vida humana”.

Já em Agosto, Bento XVI enviava uma mensagem de apoio à Cimeira de Copenhaga, afirmando ser fundamental que “a comunidade internacional e cada governo enviem os sinais certos aos seus cidadãos e consigam travar as formas prejudiciais de tratar o ambiente”.

“Os diversos fenómenos de degradação ambiental e as calamidades naturais, que a comunicação social regista várias vezes, lembram a urgência do respeito pela natureza, recuperando e valorizando na vida de cada dia uma relação correcta com o ambiente”, disse.

Sinos tocam para sensibilizar líderes mundiais

A CIDSE (organizações católicas para o desenvolvimento), a Cáritas Internacional e o Conselho Mundial das Igrejas, entre outras instituições, estão a convidar as paróquias de todo o mundo a repicarem os sinos das igrejas, apelando a uma acção urgente sobre as alterações climáticas.

A iniciativa está marcada para as 14 horas do dia 13 de Dezembro, início da segunda semana da conferência sobre as alterações do clima. O “toque de alarme” dirige-se aos “líderes que decidem as medidas que podem assegurar o nosso futuro comum”.