Papa elogia futebol no início do Euro 2012

Bento XVI realça o “desporto de equipa” e deseja que o Euro promova o “respeito pelo outro” e ajude a superar lógicas individualistas.

Bento XVI saudou a realização do Campeonato da Europa de Futebol que na sexta-feira passada se iniciou na Polónia e na Ucrânia, desejando que a iniciativa promova o “respeito pelo outro” e ajude a superar lógicas individualistas.

“O desporto de equipa, como é o caso do futebol, é uma escola importante para educar ao sentido de respeito pelo outro, incluindo o adversário”, assinalou o Papa numa mensagem enviada ao presidente da Conferência Episcopal Polaca, D. Józef Michalik, divulgada pelo portal de notícias do Vaticano, news.va, no dia 7 de junho.

O documento destaca a capacidade do desporto de incutir “espírito de sacrifício pessoal em vista do bem de todo o grupo” e de valorizar “as capacidades de cada elemento que forma a equipa”.

Para Bento XVI, o futebol pode “superar a lógica do individualismo e do egoísmo que muitas vezes caraterizam as relações humanas, para dar espaço à lógica da fraternidade e do amor, a única que pode permitir, a todos os níveis, a promoção do verdadeiro bem comum”.

O Papa refere que os campeonatos europeus são um evento desportivo que envolve toda a sociedade e aos quais a Igreja “não pode permanecer indiferente”, em particular no que respeita às “necessidades espirituais dos que neles tomam parte”.

Neste sentido, Bento XVI acolhe com “reconhecimento” as informações que chegam sobre os encontros já programados de catequese, liturgia e oração.

A mensagem papal cita o falecido beato polaco João Paulo II (1920-2005), para quem “as potencialidades do fenómeno desportivo tornam-no um significativo instrumento para o desenvolvimento global da pessoa e um fator mais útil do que nunca para a construção de uma sociedade mais à medida do homem”.

“O desporto não é um fim, mas um meio; pode tornar-se veículo de civilização e de genuíno entretenimento, estimulando a pessoa a dar o melhor de si e a evitar o que pode ser perigoso ou de grave prejuízo para si ou para o próximo”, afirmava o Papa Wojtyla em outubro de 2000, no jubileu dos desportistas.

Bento XVI deixou votos de que o Euro 2012 seja vivido como “expressão das mais nobres virtudes e ações humanas, no espírito de paz e de alegria sincera”.

O atual Papa confia a Deus “os voluntários, os jogadores, os adeptos e todos os que se empenharam na preparação e na organização do campeonato” da Polónia e da Ucrânia.