Papa pede aos fiéis que amem os padres apesar das suas fraquezas

Bento XVI pediu no domingo, 4 de Julho, na localidade italiana de Sulmona, que os fiéis amem os padres apesar das suas fraquezas. “Amem o vosso Bispo, amem os vossos padres: com todas as nossas fraquezas, os sacerdotes são uma presença preciosa na vida”, afirmou durante um encontro com 200 jovens. O Papa defendeu que “o cristão é uma pessoa com boa memória, alguém que gosta da história e procura conhecê-la”. “A actual cultura de consumo tende a apegar o homem ao presente, a fazê-lo perder o sentido do passado, da história”, alertou, frisando que “isso priva os homens da capacidade de se compreenderem, de perceber os problemas e de construir o futuro”.

O Papa manifestou-se ainda contra os “falsos valores e modelos ilusórios que são propostos aos jovens e que prometem preencher as suas vidas quando, na realidade, a esvaziam”.

Bento XVI visitou Sulmona para comemorar o 800.º aniversário do nascimento de um de seus predecessores, Celestino V, Papa do século XII que renunciou ao cargo depois de cinco meses de pontificado.

Referindo-se às palavras que lhe tinham dirigido, em nome da assembleia, dois jovens de Sulmona, Bento XVI congratulou-se com o facto de estes terem evocado algumas expressões por si usadas em 2008, nas Jornadas da Juventude de Sidney. “Vejo que tendes boa memória”, comentou, observando como é importante ter “memória histórica”.

Aludindo a São Pedro del Morrone, o Papa Celestino V, Bento XVI sublinhou que nele se podem descobrir aspectos que continuam válidos, antes de mais, “a capacidade de escutar Deus no silêncio exterior e sobretudo interior”.

“Podeis ter a certeza de que se uma pessoa aprende a escutar esta voz e a segui-la com generosidade, não tem medo de nada, sabe e sente que Deus está consigo, que é Amigo, Pai e Irmão. Numa palavra: o segredo da vocação está na relação com Deus, na oração”, referiu o Papa.