Bento XVI manifestou no domingo a sua preocupação perante a situação das pessoas com deficiência, associando-se ao Dia Internacional dedicado a esta população, assinalado na segunda-feira. “Encorajo as comunidades eclesiais a estarem atentas e serem acolhedoras para estes irmãos e irmãs e exorto os legisladores e governantes a tutelarem as pessoas com deficiência e a promover a sua plena participação na vida da sociedade”, apelou o Papa após a recitação da oração do Angelus, que reuniu milhares de pessoas na Praça de São Pedro, Vaticano, no domingo.
Bento XVI destacou que todas as pessoas, “mesmo com limitações físicas e psíquicas, também as graves, são sempre um valor inestimável e devem ser consideradas como tal”.
Tempo da esperança
A intervenção do Papa tinha começado por uma referência ao novo ano do calendário litúrgico da Igreja Católica, que se inicia com a celebração do Advento, os quatro domingos que precedem a festa do Natal.
Este tempo litúrgico “da espera e da esperança”, destacou Bento XVI, refere-se “à vinda de Deus, à sua presença no mundo, um mistério que envolve todo o cosmos e a história”. “No meio dos tumultos do mundo ou dos desertos da indiferença e do materialismo, os cristãos acolhem a salvação de Deus e testemunham-na com uma maneira diferente de viver”, acrescentou.
