Bento XVI destaca convergências e consensos criados nas últimas décadas
Bento XVI reafirmou o seu compromisso pessoal e o de toda a Igreja no diálogo ecuménico, destacando as convergências e consensos criados nas últimas décadas.
“A Igreja Católica, sobretudo desde o Concílio Vaticano II, tem criado relações fraternas com todas as Igrejas do Oriente e as Comunidades Eclesiais do Ocidente, mantendo com a maior parte delas diálogos teológicos bilaterais que levaram a encontrar convergências ou mesmo consensos em vários pontos, aprofundando assim os vínculos de comunhão”, declarou.
Perante milhares de peregrinos reunidos na sala Paulo VI, do Vaticano, no dia 20 de Janeiro, o Papa afirmou: “Estamos a viver a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que, este ano, nos convida a meditar nas palavras de Jesus ressuscitado aos seus discípulos: «Vós sois testemunhas de tudo isto»”.
Para Bento XVI, “é muito importante que os cristãos cresçam na profissão comum da fé e no testemunho concorde de Jesus Cristo”.
“Peço a oração de todos pela consolidação destas relações fraternas que levem a um fiel e concorde testemunho de Cristo”, acrescentou.
Como habitualmente, o Papa dirigiu-se peregrinos de língua portuguesa, deixando “cordiais saudações, com votos de serdes obreiros de paz, cooperação e unidade no meio dos vossos familiares e conterrâneos, colaborando com todos os cristãos por amor de Cristo. O seu Nome vos una”.
Em inglês, Bento XVI indicou que a “sociedade de hoje, crescentemente secularizada, requer um testemunho conjunto de Jesus Cristo, fundado numa profissão comum de fé, bem como numa cooperação fraternal entre Igrejas separadas, diálogo e reflexão mais profundas sobre pontos que continuam a ser divergentes”.
“Durante esta semana, peço que se juntem a mim na oração por estas intenções, agradecendo a Deus pelos progressos ecuménicos feitos no último ano”, concluiu.
Diálogo entre católicos, ortodoxos e protestantes dá sinais concretos de esperança
O presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, Card. Walter Kasper, acredita que o diálogo entre católicos, ortodoxos e protestantes tem dado passos consistentes rumo a uma maior coesão.
Em relação às “Igrejas Ortodoxas, que estão muito próximas de nós, fizemos muitos e grandes progressos dos últimos dez anos”, constatou o responsável.
“O segundo sinal concreto de esperança – prosseguiu – é a existência de grupos católicos e protestantes que se encontram regularmente, rezam em conjunto, rezam uns pelos outros, fazendo um intercâmbio de experiências espirituais. Estes grupos representam verdadeiramente um ecumenismo de base: adquirem o que foi alcançado nos nossos diálogos teológicos e aplicam-no à sua situação concreta. Isto permite o crescimento de algo que poderá trazer frutos importantes.”
