Ao apagar-se a chama olímpica em Atenas encerrou-se mais um capítulo da história dos jogos que a Grécia Antiga ofereceu à humanidade e que Pierre Frédy, Barão de Coubertin, reintroduziu, em 1896, na velha Atenas, com o epíteto de Jogos Olímpicos da Era Moderna. E é neste período que o movimento olímpico é estendido às modalidades de Inverno quando entre 25 de Janeiro e 5 de Fevereiro de 1924, na cidade de Chamonix, França, se realiza a primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno.
O desporto para pessoas com deficiência iniciou-se em Inglaterra após a II Grande Guerra. O neurologista judeu alemão fugido dos nazis, o dr. Guttmann, utilizava-o como técnica de reabilitação para feridos de guerra. Em 1948 foram realizados os primeiros jogos para deficientes em Stoke Mandeville, Inglaterra. No dia da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de 1948 em Londres foram lançados, e a primeira competição para atletas de cadeira de rodas foi organizada. Quatro anos depois, juntaram-se aos jogos alguns atletas dos Países Baixos. Nesse momento nasceu o desporto Paraolímpico. No entanto, estes jogos para atletas com deficiência só se juntaram pela primeira vez aos Jogos Olímpicos de Verão em Roma, em 1960.
E no final nos dos jogos, o que fica?
A nobreza do carácter dos que neles participam e que perdurou nos jogos desde a antiguidade; o orgulho para os próprios e para quantos se deixam envolver na sua prestação (pelos laços de família, modalidade ou cidadania); glória aos vencidos, honra aos vencedores; e sacrifícios, muito sacrifício!
É por tudo isto que não aceitamos outros valores nem outros argumentos.
Por que é que fica a sensação de que algo está mal na leviandade das desculpas de alguns atletas que não são Paraolímpicos? A tecla do sacrifício!? Correr de manhã, treinar à tarde,… mas isso não faz parte do moldar do atleta?! O trabalho sério, da maioria dos portugueses, no dia-a-dia, não é feito tantas vezes apenas com sacrifício?!
Talvez por isso, é que encaramos como genuínos apenas os Jogos Paraolímpicos. A alegria da dedicação e participação apaga da memória outro prémio! Depois, também há os outros!
Desportivamente… pelo desporto!
