Para rezar temos de educar e cultivar o nosso interior

A Pastoral Juvenil promoveu encontro de formação para quarenta animadores/catequistas sobre oração.

No dia 15 de Janeiro realizou-se no Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC) de Aveiro a segunda edição da proposta de formação EFATHA, com o tema “Como rezar com jovens?” Com cerca de 40 participantes, esta iniciativa foi, mais uma vez, um sucesso. O aumento do número de participantes, formação após formação, demonstra que, a pouco e pouco, os animadores da nossa Diocese vão ganhando uma maior consciência acerca da necessidade de mesma nas suas vidas, para melhor realizarem o seu papel.

Helena Oliveira, Irmã do Amor de Deus, natural de Ílhavo, bióloga e membro da Equipa Permanente do Departamento Nacional de Pastoral Juvenil (DNPJ) foi a “formadora de serviço”.

O encontro iniciou-se com a partilha de experiências de oração, chegando-se à conclusão que a oração pessoal diária é aquela que se encontra mais descurada. Não faltam propostas de oração. O que acontece é que o ritmo alucinante de vida, a ausência de resposta “em tempo real”, a dificuldade em estarmos atentos aos sinais de Deus, a pouca capacidade de escutar no silêncio e a falta de consciencialização de que rezar é muita mais que “debitar orações” dificultam a oração. Rezar é manter uma relação viva com Deus, através de desabafos, de orações, do silêncio, da música, da contemplação, da vida… ou seja, através da nossa acção racional no mundo, sempre com vista à Salvação, à Felicidade!

No decorrer do encontro, a Irmã Helena chamou ainda a atenção para a necessidade de “educação do nosso interior” como principal ferramenta para iniciarmos os outros na oração. Equiparou a relação que mantemos com Deus em oração a uma relação entre dois seres humanos, que necessita de momentos fortes para manter a fidelidade, a confiança e o futuro da mesma. “Quanto mais humanos formos, mais próximos estamos de Deus!” – proclamou a Irmã Helena, dando ênfase à humanização que Deus valorizou para se relacionar com os homens, através do seu filho Jesus Cristo.

E, assim, de um encontro de humanos sedentos de mais e melhores condições de oração, surgiu um novo empenho na aposta desta temática que acompanha o ano pastoral. Surgiram sorrisos e aberturas de coração à possibilidade de verem melhorada esta ligação com Deus que é tão mais acessível e tão mais presente do que chegamos a pensar. Ver Deus e orar com Deus é reconhecer que Ele caminha ao nosso lado, está no irmão que vive connosco, é presença assídua. Façamos dos intervalos da nossa vida momentos de dedicação a Ele… não nos lembremos d’Ele só nos intervalos da nossa vida!

SDPJV