Paróquia de Beduído celebrou “Dia da Comunidade”

Estarreja Dando continuidade a uma prática que leva já mais de três décadas, a Paróquia de São Tiago de Beduído celebrou, em 18 deste mês, o “Dia da Comunidade”. O palco desta “reunião-magna” da família paroquial foi o “Parque de Merendas do Antuã”, local deveras aprazível e parede-meia com o rio de onde lhe veio o nome.

Uma “parcela significativa da paróquia” marcou presença nesta jornada, que foi de festa, de acção de graças, de partilha e convívio.

Pode dizer-se, pela forma como é vivido este dia, e pelo número de anos que o mesmo já leva, que este “Dia da Comunidade” faz parte da realidade local, assunto de marcação obrigatória na “agenda” dos paroquianos e não só, já que muitos, vindos de freguesias limítrofes, fazem questão de participar na Santa Missa, o ponto-alto deste dia festivo, e saborear o espaço lúdico-recreativo que se estende tarde fora.

Do que foi a vivência deste dia da família paroquial, merece particular destaque a homilia proferida pelo Reitor de Beduído, Padre António Fragoso. O celebrante realçou as dificuldades que hoje se colocam à unidade e “crescimento da família humana” e, por alargamento, à “família paroquial”. “Nos nossos dias, onde impera o individualismo, o salve-se quem puder, não é fácil ser-se família”, quer seja na “família de sangue, quanto mais numa família alargada, como é a família paroquial”, disse o Reitor de Beduído. Mostrou-se, no entanto, crente de que “esta força que nos une, nos leve a ser irmãos”. “Que apesar das diferenças, dos choques inevitáveis, a força do Espírito nos leve a ser irmãos, a ser mais unidos, mais famí-lia, mais comunhão” — o desejo expresso pelo responsável pela paróquia de Beduído.

Especial atenção e carinho merecem ao Reitor de Beduído as crianças e jovens da paróquia. Mostrando-se “muito satisfeito, feliz, contente”, com a presença das crianças que, dias antes — Festa do Corpo de Deus — haviam feito a sua primeira comunhão solene, o Pe. Fragoso chamou a atenção para a necessidade que têm os jovens do exemplo, do testemunho, dos mais velhos. “Os jovens precisam muito, e hoje duma forma muito particular, do testemunho dos mais velhos, pois que, “a nossa sociedade deixou-nos esvaziar, como o Rio Antuã em tempos de seca, dos valores fundamentais”, e os jovens “são os que sentem e vivem esse esvaziamento”. Por fim, o celebrante convidou a Assembleia a “pedir a Deus a força da comunhão, da união, de modo a que a nossa Comunidade Paroquial não pare”, desafiando-a a que “vamos para a frente, pois Deus o quer e todos nós precisamos”.

Após a Santa Missa, seguir-se-ia o almoço-partilhado e a tarde recreativa, um espaço onde reinou a alegria, a boa disposição, o espírito fraterno. E, quando chegou o final, já com a hora bem adiantada, foi o “arrumar da casa”, o reafirmar de compromisso, o desejo de que “venha o próximo Dia da Paróquia”.

António Martins Aresta