Painel – 23 de abril, Dia Mundial do Livro João Cesar das Neves
Economista
Estou neste momento a ler a biografia mais importante do Cardeal John Henry Newman, de Ian Ker. Estou a ler em inglês. Infelizmente, não há tradução portuguesa. Estou a ler também o comentário de São Tomás de Aquino ao Evangelho de São João, mas isso não é propriamente fácil de obter. E leio, claro, dos livros de economia.
Cathy Antunes
Professora de Inglês
Lembro-me muitas vezes de uma frase, julgo que de Bill Gates: “É claro que meus filhos terão computadores, mas antes terão livros”. Faço minhas as palavras deste senhor! Isto porque é urgente ressalvar os inúmeros benefícios que advêm da leitura, quando a escrita é, também ela, feita com qualidade e com conteúdo. Os livros são, para mim, parte integrante do meu quotidiano; estão presentes e são “presente” em todas as frentes da minha vida. Na minha sala-de-estar, junto ao sofá, guardo uma coletânea de poemas da minha poetisa preferida, Florbela Espanca e, na minha mesa-de-cabeceira, tenho o guia do catequista e “O Zahir”, de Paulo Coelho.
Luís Pereira da Silva
Professor de EMRC
A leitura é, para mim, dever, mas também um especial prazer. Para reforçar aprendizagens no âmbito da arte, li, de Hans Küng, «Música e religião», no qual se recolhem conferências deste reputado teólogo suíço sobre a dimensão religiosa das obras de alguns dos maiores músicos – Mozart, Bruckner, Wagner – e a marca indelével do religioso nas suas escolhas de géneros, temas e estilos.
Em simultâneo, recomendo vivamente os dois mais recentes livros do Monsenhor João Gaspar, um dedicado à «I República e Igreja Portuguesa» – como foram difíceis, para os cristãos, os tempos até 1926, e como foi preciso ter olhar profético! -, o outro à figura de Pio XII, evidenciando como é injusta a palavra dos que pretendem sustentar, numa campanha iniciada em 1963, que Pio XII tenha sido cúmplice dos fascismos e da perseguição aos judeus.
João Oliveira
Assessor de imprensa
A leitura do momento é “Em Casa”, de Bill Bryson, um livro que é uma história da vida privada, com uma perspetiva anglo-saxónica é certo, mas muito interessante. Com graça e virtude, Bill Bryson consegue contar inúmeras peripécias das mais variadas situações do passado, desde gastronomia, história dos descobrimentos, à arquitetura e hábitos dos antigos. Do mesmo autor, considero imperdíveis vários livros que conseguem educar ao mesmo tempo que nos dão uma perspetiva única, como “Crónicas de uma pequena ilha” (sobre o Reino Unido) ou “Nem aqui, nem ali” (sobre a Europa), por exemplo.
