“Os Presos podem facilmente deixar-se esmagar por sentimentos de isolamento, vergonha e repulsa, que ameaçam destruir as suas esperanças e as suas aspirações em ordem ao futuro. Os capelães e os seus colaboradores são chamados a ser men-sageiros da compaixão e do perdão de Deus” — Bento XVI.
Durante dois dias, 7 e 8 de Janeiro, reuniram-se em Fátima cerca de uma centena de Capelães e Voluntários, sob a orientação de D. José Alves, D. Manuel Madureira e Padre João, coordenador nacional da Pastoral Prisional.
O Encontro pôs em evidência os graves problemas que há em algumas cadeias, onde moram cerca de 12 mil reclusos. A Igreja deve lutar com esperança, “uma esperança persistente, perante tão complexas situações”, afirmou o Bispo Emérito do Algarve, D. Manuel Madureira, no encerramento do Encontro.
Foi sugerida a criação de uma rede de apoio voluntário jurídico aos presos. Isilda Pegado, vice-presidente da Associação dos Juristas Católicos, abordou o tema “Função Social do Sistema Judiciário”.
O Padre José Sesmo Leon, director da Pastoral Penitenciária de Espanha, deu o seu contributo e testemunho do que se passa no país vizinho, sublinhando os passos bem positivos da igreja espanhola. João Guimas, Subdirector Geral dos Serviços Prisionais, explanou a temática “Situação Actual das Prisões em Portugal”, “Assistência Espiritual e dois Voluntários na relação de Ajuda aos Reclusos”, defendendo que “o sucesso do Serviço Prisional mede-se pela reinserção dos reclusos”. “Pretendemos que a sociedade ajude a combater e a travar a reincidência, considerando que um recluso pertence à sociedade e não à prisão”, afirmou.
No encontro, o Padre João Gonçalves anunciou o lançamento do livro “Eu quero que sejas meu Pai”, traduzido pela Irmã Louise Bonnet, voluntária do Estabelecimento Prisional de Aveiro. A obra a publicar em Aveiro é “o grito de um francês que caiu no grande banditismo e que encontrou Deus na Prisão”.
