Os organismos católicos ligados ao mundo laboral alertam para as consequências da diminuição da Taxa Social Única [TSU, contribuição mensal paga pelas empresas] no futuro da Segurança Social.
“A sustentabilidade da Segurança Social é ameaçada, não só pelas diminuições dos descontos provocados pelo decréscimo demográfico ou aumento do desemprego, mas também pela imposição do memorando da troika [Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional] de baixar largamente a comparticipação das empresas”, assinala o comunicado final do Conselho Nacional de Pastoral Operária (CNPO).
O encontro teve lugar no Instituto Justiça e Paz de Coimbra, no sábado passado, reunindo a JOC (Juventude Operária Católica), LOC/MTC (Liga Operária Católica/Movimento de trabalhadores Cristãos), MAAC (Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças), PEMO (Padres em Mundo Operário) e REMO (Religiosas em Mundo Operário).
A nota fala numa “realidade muito marcante de desemprego, de salários baixos e em atraso, desregulação do trabalho e dificuldades graves de muitas famílias do meio operário de todo o país”.
“A par de medidas de contenção, têm de ser pensadas e reforçadas medidas de apoio a projectos de investimento criadores de novos empregos e a uma efectiva justiça e coesão social, para que haja um verdadeiro desenvolvimento do país”, indicam as organizações católicas. No documento, os responsáveis aludem a “novas situações de pobreza”, considerando que nas respostas para as mesmas “sobressai apenas uma vertente mais assistencialista, que não é promotora da justiça e coesão social”.
O CNPO admite a necessidade de redução das despesas e apela à criação “de hábitos de poupança e de uma reeducação financeira das famílias”.
