Naval 2 – Beira-Mar 2 O Beira-Mar empatou com a Naval e cravou mais um prego na luta desta pela manutenção. A vitória até esteve perto de acontecer, mas duas grandes penalidades nos derradeiros 10 minutos do encontro torpedearam as aspirações auri-negras.
A circunstância
Estádio José Bento Pessoa; 1348 espectadores. Árbitro: Jorge Sousa (Porto); Golos: Leandro Tatu 22’, Artur 45’; Manuel Curto 81’ e 86 (gp)
Antevisão
Detentora da “lanterna vermelha”, a formação da Naval tem um percurso regular pela negativa neste campeonato. A entrada de Mozer para o comando técnico da equipa da Figueira da Foz coincidiu com um período de 6 jogos sem derrotas (no entanto, só uma vitória), que terminou com derrota expressiva caseira ante o Marítimo na pretérita jornada.
Os aveirenses procuram recuperar dos traumáticos incidentes que culminaram na saída do técnico Leonardo Jardim. As primeiras impressões deixadas por Rui Bento acabam por ser positivas: o Beira-Mar vendeu cara a derrota em Alvalade e venceu o clube sensação Paços de Ferreira.
O jogo
A precisar de pontos como de “pão para a boca”, a formação da Naval assumiu as rédeas do jogo. Esta postura serviu de feição ao plano de jogo aveirense, que através de transições rápidas conseguiu colocar em sobressalto a defensiva navalense. Ao intervalo já vencia por dois golos sem que os locais fossem muito consequentes no seu ataque.
Na etapa complementar manteve-se o cariz da partida até aos frenéticos dez minutos finais. Duas grandes penalidades (a somar a outra desperdiçada no primeiro tempo) assinaladas a Hugo e a Yohan Tavares (este último expulso por acumulação de cartões), ditaram o empate a dois, que o poste esquerdo da baliza de Rui Rego haveria de confirmar já em tempo de compensação.
Arbitragem
Não foi um jogo fácil de dirigir para o árbitro Jorge Sousa. No segundo golo aveirense, não atendeu à indicação do seu árbitro assistente, que havia assinalado posição irregular, o que motivou muitos protestos dos locais e a expulsão do seu treinador. Na grande área auri-negra descortinou três penáltis, sem que as imagens televisivas sejam suficientemente esclarecedoras da sua existência.
Rui Bento
“Foi um jogo difícil pela posição em que a Naval se encontra. Abordámos o jogo tal como o preparámos durante a semana e as coisas correram bem até aos penáltis. Mais uma vez saio com a sensação de que não nos deixaram fazer mais”.
A jornada
A seis jornadas do fim muita coisa parece desde já definida. O Porto conquistará o seu 25.º campeonato e até o poderá fazer no campo do seu maior rival, o Benfica. Também os lugares de despromoção parecem entregues aos “condenados” Portimonense e Naval.
A maior indefinição prende-se com a luta pelos lugares europeus, com o Sporting em risco de perder o terceiro posto perante um Braga em crescendo, um Paços de Ferreira sensação e um Guimarães demasiado irregular.
Selecção joga em Aveiro
No próximo fim-de-semana o campeonato pára, dando lugar a dois jogos de preparação da selecção portuguesa. A equipa das Quinas defronta o Chile no dia 26 de Março em Leiria e a Finlândia no dia 29 em Aveiro, às 20h45. No dia 2 de Abril o Beira-Mar recebe o Braga às 20h15 para a 25.ª jornada da Liga.
Nuno Caniço
