Peregrinação a Fátima foi «inesquecível», diz Bento XVI

Viagem deu ao Papa a oportunidade de «prestar homenagem à notável história da fé cristã e zelo evangelizador do povo português»

Bento XVI afirmou no dia 19 de Maio que a sua peregrinação a Fátima foi “uma experiência emocionante, rica e inesquecível”. Na saudação em várias línguas, há oito dias, durante a audiência geral no Vaticano, Bento XVI recordou os aspectos mais significativos da viagem a Portugal entre 11 e 14 de Maio.

Segundo o próprio, a estadia numa “terra profundamente marcada pelo cristianismo” deu-lhe a oportunidade de “prestar homenagem à notável história da fé cristã e zelo evangelizador do povo português”.

Na alocução proferida em português, o Papa lembrou que na missa no Terreiro do Paço, em Lisboa, falou “da necessidade de os cristãos serem semeadores da esperança”, enquanto em Fátima, “peregrino com os peregrinos”, apresentou ao “Imaculado Coração Maria as alegrias e esperanças, os problemas e sofrimentos do mundo inteiro”.

A 13 de Maio, Bento XVI disse ter lembrado na homilia da missa que as aparições marianas “falam de uma mensagem exigente e consoladora, centrada na oração, na penitência e na conversão, que nos leva a superar as dificuldades da história, convidando a humanidade a cultivar a grande Esperança”.

Após ter evocado a Eucaristia no Porto, a 14 de Maio, onde referiu ter insistido “no compromisso para a missão”, o Papa afirmou ter-se despedido de Portugal com o desejo de que a sua visita incentive “um renovado impulso espiritual e apostólico”.

O Papa recordou o tema da viagem – “Contigo caminhamos na esperança. Sabedoria e Missão” – e agradeceu aos peregrinos que o escutavam as orações que acompanharam a sua viagem.

Renovado Pentecostes no santuário português

No domingo, 24, dia de Pentecostes, Bento XVI pediu unidade entre todos os católicos, lembrando experiência de Fátima. “De facto, o que é que viveu aquela imensa multidão, na esplanada do Santuário, onde todos nós éramos um só coração e uma só alma, senão um renovado Pentecostes? No meio de nós estava Maria, a Mãe de Jesus”, referiu a milhares de peregrinos reunidos no Vaticano.

No dia em que a Igreja celebra o momento da descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, o Papa notou que “esta nova e poderosa auto-comunicação de Deus” desencadeia um processo de reunificação, cria unidade e compreensão.

Segundo Bento XVI, “a unidade é o sinal de reconhecimento”, o “cartão de visita” da Igreja ao longo da sua história universal. A Igreja, acrescentou, fala “todas as línguas” e “nunca fica prisioneira de confins políticos, raciais, culturais”.