O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza em Portugal considerou que o novo executivo não vai conseguir diminuir o número de pobres e apoiou o imposto sobre metade do subsídio de Natal acima do salário mínimo.
“Não vejo que o governo tenha possibilidade de diminuir a pobreza”, afirmou o padre Agostinho Jardim Moreira, acrescentando que já ficaria “contente” se os actuais níveis se mantivessem.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou no dia 11 de Julho o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2010 sobre rendimentos de 2009, tendo concluído que a população residente em risco de pobreza se manteve em 17,9%, valor idêntico ao estimado para 2008. De acordo com o estudo do INE, “43,4% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza” antes de qualquer transferência social, conclusão que para o padre Jardim Moreira “pode significar uma tentativa de concretizar uma partilha mais equitativa”.
Os valores apurados pelo INE referem que “a taxa de risco de pobreza para a população idosa era de 21%, valor ligeiramente superior ao registado em 2008 (20,1%)”, números que sobem para 36,4 % em caso de desemprego.
