Políticos e professores comentam documentam dos bispos portugueses sobre a Educação

Revistas e Livros Revista Pastoral Catequética

Secretariado Nacional da Educação Cristã

Maio-Agosto de 2009

88 páginas

ublicou em 2008 uma carta pastoral sobre “A Escola em Portugal. Educação integral da Pessoa Humana”. O documento realça a missão educativa, que é “percurso de personalização, e não apenas se socialização e formação para a cidadania”. “Isto exige promoção dos valores espirituais, estruturação hierárquica de saberes e valores, integração do saber científico-tecnológico num saber cultural mais vasto, mais abrangente e mais englobante” (ponto 5). Dizer isto é pouco. A Carta tem 30 números de dois ou três parágrafos cada. E, como recentemente um bispo disse, é uma pena que os documentos da Igreja sejam referidos na comunicação social quando saem a público e logo esquecidos.

Ora, este número da revista “Pastoral Catequética” desenvolve uma ideia que certamente poderá ser replicada em relação a outros documentos com muito proveito (por que não, por exemplo, pedir a gestores, economistas, sociólogos… que comentem número a número a encíclica social Caritas in veritate?): foi pedido a várias personalidades, de algum modo ligadas ao mundo da educação (dois foram ministros da Educação e um terceiro secretário de Estado), que comentassem alguns números do documento do episcopado. Respondem D. Tomaz Silva Nunes (presidente da Comissão Episcopal da Edução Cristã, organismo da Igreja responsável pela revista), Guilherme d’Oliveira Martins, D. António Marcelino, Isabel Renaud, Manuela Silva, Marçal Grilo, Manuel Porto, Ruben Cabral, Joaquim Azevedo, Maria José Nogueira Pinto, Juan Francisco Ambrosio, António Gamboa, Ana Aguiar Ricardo e Mons. Luciano Guerra.

Este coro de vozes realça este documento que, sendo sobre educação, não é sobre o medo, mas sobre a esperança e as possibilidades, como afirma um dos comentadores.