A ponte entre as duas margens do Canal Central, para estabelecer uma ligação entre o Rossio e o Alboi, em Aveiro, deverá começar a ser construída em Dezembro de 2010, prevendo-se a sua conclusão ainda no primeiro trimestre de 2011. Será a primeira obra, e uma das mais simbólicas, do Parque da Sustentabilidade. Custará cerca de 560 mil euros dos 14 milhões que vão ser investidos na regeneração urbana entre o Bairro do Alboi e a Rua das Pombas (junto às Piscinas e ao Instituto Português da Juventude).
O projecto da ponte para peões, bicicletas e portadores de deficiência foi elaborado por um gabinete de arquitectos ingleses, o Powell-Williams Architects, e pode agora ser apreciado na Casa Major Pessoa (no Rossio), até 31 de Janeiro, a par dos outros 17 projectos de ponte concorrentes, todos nacionais, e dos projectos de estruturas e edifícios a construir no âmbito do Parque da Sustentabilidade.
O Powell-Williams Architects, de Londres, é especialista em pontes, tendo projectado, entre outras, a ponte pedonal do Estádio de Wembley (Londres), a Ponte Della Musica (Roma) e a ponte Al Khiran (Kuwait).
Élio Maia, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, observou que a ponte vai unir duas freguesias – a Vera Cruz e a Glória – e que será o “pontapé de saída” de uma “revolução profunda que vai criar melhor qualidade de vida para todos os aveirenses”.
O arquitecto inglês representante do gabinete vencedor reconheceu que no princípio a ponte poderá causar alguma estranheza na paisagem, mas depois os aveirenses dirão: “Thank’s God, someone built a bridge here” (“Graças a Deus, construíram uma ponte aqui”).
A ponte vencedora tem a particularidade de não “roubar” espaço às margens da ria, visto que os acessos são de degraus (para peões) e a rampa (para bicicletas e cadeiras de rodas) será construída sobre a ria.
Já José Carlos Mota, do movimento cívico Amigos da Avenida, que tem vindo a debater o urbanismo da cidade, defende que o projecto escolhido não é o melhor do ponto de vista funcional, pois quem circula de bicicleta terá de deslocar-se até ao fundo do Rossio para depois subir a rampa – uma deslocação contra a “mobilidade natural”.
Jorge Pires Ferreira
