Por volta das 21 horas de sábado, dia 12 de Novembro, ruiu a ponte histórica (quinhentista) de Lamas do Vouga, sobre o rio Vouga, no concelho de Águeda, havendo a lamentar um ferido, que entretanto já teve alta.
Esta ponte, por medida de precaução, estava cortada ao trânsito há mais de um ano, devido a fissuras nos arcos centrais. Era por ela que se processava o trânsito da EN1, até aos anos noventa do século XX, altura em que foi construída a nova e o IC2. Em 1996, a então Junta Autónoma das Estrada entregou a responsabilidade desta via e ponte à Câmara Municipal de Águeda, no que alguns viram “um presente envenenado”.
No local, ouvimos alguns populares de Lamas do Vouga que não poupam críticas à Câmara Municipal de Águeda, atribuindo-lhe culpas pela derrocada e afirmando que desde há muito tempo o presidente da Junta de Freguesia de Lamas do Vouga, Alcides de Jesus, tinha dado o alerta, mas nunca foi ouvido, segundo os mesmos.
Por sua vez a Câmara Municipal de Águeda, na pessoa do seu vice-presidente declarou à comunicação social que foram tomadas as medidas achadas necessárias ao procederem à interdição da passagem sobre esta e que não tinham meios para poder concretizar esta obra, pois ascenderia a mais de 2 milhões de euros.
Nota histórica
Esta ponte foi construída em 1552, no reinado de D. João III, sofreu uma intervenção em 1713, no reinado de D. João V, e fez parte integrante do antigo e extenso concelho do Vouga. No que respeita aos vestígios históricos, aparelho e silharias dos arcos, podem-se observar de sul para norte, os três primeiros arcos oitocentistas, sendo os restantes doze quinhentistas, embora toda a estrutura, sobretudo o tabuleiro já tenha sido alvo de várias intervenções.
Alírio Silva
