Painel
A comunidade de Taizé, em França, está muito associada aos jovens, mas atrai gente de todas as idades. Quando a pastoral juvenil de Aveiro prepara uma peregrinação para agosto, perguntamos a adultos: Ondina Matos
Enfermeira. Diretora do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional
Ir a Taizé, já dizia o Papa João Paulo II, “é como ir beber à fonte”. É irmos beber à fonte e regressarmos com uma Fé revitalizada.
Ir a Taizé é sentir e experimentar que a comunhão é mesmo possível. Uma comunhão possível entre pessoas, na sua maioria jovens, de diferentes religiões cristãs. Experimentamos falar do mesmo Cristo que nos une nos grupos de partilha e nos espaços de oração.
Ir a Taizé é conseguir fazer o silêncio que habitualmente não conseguimos. No silêncio, tantas vezes partilhado com milhares de outros que lá estão, (pre)enchemo-nos no diálogo com Deus, mas sobretudo na Sua escuta.
António Marujo
Jornalista do “Público”
Vale a pena porque em Taizé experimentamos o que deveria ser o cristianismo do futuro (e do presente): a reconciliação no essencial para lá da legítima diversidade, a centralidade da Bíblia, a beleza da oração e do canto, a aprendizagem com a diferença dos outros, a importância da comunhão e da solidariedade com os que mais sofrem. Taizé continua a ser uma primavera da Igreja ou, como disse João Paulo II, uma fonte do cristianismo contemporâneo, onde se bebe uma água fresca e límpida.
São Andril
Professora
Valeu a pena ir a Taizé há 20 anos e voltar, de novo, passados estes anos todos. Passar uma semana em Taizé é viver com muita simplicidade a nossa fé, é rezar num ambiente de profunda espiritualidade, é conviver com gente de todo o mundo, é cantar cânticos muito melodiosos e repetitivos no meio de uma comunidade muito jovem, é sentir uma grande paz interior, é viver momentos de alegria, é partilhar testemunhos de fé num ambiente ecuménico, é trabalhar em espírito de comunidade… É tudo isto e muito mais que me faz querer voltar de novo a estar na comunidade de Taizé!
