Por que vale a pena ir a Taizé?

Teresa Grancho

Professora

Ir a Taizé é uma proposta de peregrinação, de caminhada interior, de encontro com Deus, no silêncio, na escuta de outras partilhas em línguas diferentes, na vida comunitária que se torna uma exigência do servir com alegria e na proximidade da alma com a razão iluminada pela luz da fé. Ir a Taizé é trazer o compromisso como palavra chave para a mudança e a felicidade estampada no rosto dos jovens alunos porque experimentaram Deus e vivenciaram uma dimensão diferente nas suas vidas: a dimensão espiritual. É fundamental descobrirmos e propormos esta dimensão para nos encontrarmos melhor connosco próprios, com os outros, com o mundo, com o universo e para podermos sorrir para a existência.

Manuel Augusto de Oliveira

Vigário paroquial de Avanca e assistente do escutismo da Região de Aveiro

Há na ida a Taizé algo de “peregrinar”, que explica o valor atribuído por aqueles que fazem a experiência de viver durante uma semana (em conjunto com pessoas oriundas de múltiplas origens) unidos àquela comunidade monástica do coração de França. O sentido de “sair de si”, de partir, que a genuína peregrinação provoca, é vivenciado na estadia dos oito dias que norteiam a rotina de Taizé. Isso lançará outra partida, fora do tempo dos relógios. Somos convidados a fazer uma viagem interior de confiança (é este um dos principais ingredientes de Taizé), usufruindo da bela e simultaneamente inesperada “paisagem” do “espírito humano“ no seu encontro com o “Verbo encarnado”. Tenho-a ouvido muitas vezes, parecendo-me bem, mesmo que insuficiente, e é por isso que a melhor forma de convencer alguém a ir a Taizé é: “Confia em mim: vai!”