Porquê confessar-se?

Reaprender… para viver melhor Algumas afirmações de uma Carta Pastoral do Bispo Bruno Forte aos seus diocesanos, pela sua simplicidade e clareza, pela força da sua convicção, podem ajudar-nos, em tempo de Quaresma, a redescobrir o sentido do sacramento da Reconciliação.

“Perguntam-me, então: porque é que é preciso confessarmos a um sacerdote os nossos pecados e não podemos falar directamente com Deus? Com certeza, é sempre a Deus que nos dirigimos quando confessamos os nossos pecados. Mas é o próprio Deus que nos faz entender que é necessário fazê-lo a um sacerdote: escolhendo enviar o seu Filho na nossa carne, Ele demonstra querer encontrar-Se connosco mediante um contacto directo, que passa através dos sinais e das linguagens da nossa condição humana”.

Como não somos puros espíritos, nem vivemos de puros pensamentos ou sentimentos, comunicamos pelo nosso corpo, exprimimo-nos por atitudes visíveis, relações palpáveis.

“Como Ele saiu de Si mesmo por nosso amor e veio ‘tocar-nos’ com a sua carne, assim nós somos chamados a sair de nós mesmos por seu amor e ir com humildade e fé ter com quem pode dar-nos o perdão em seu nome mediante a palavra e o gesto”.

Q.S.