A falta de vento marcou a 19.ª Regata de Moliceiros. A saída da Torreira deu-se às 15h00, como estava marcado, e previa-se que os moliceiros chegassem à antiga lota de Aveiro pouco depois das 16h. Mas passava das 18h quando chegaram os primeiros moliceiros, usando motor. Já poucas pessoas esperavam os moliceiros, quer em Aveiro, quem na dobra, em São Jacinto, um dos locais que mais populares costuma juntar.
Dos quatro que usaram apenas a força do vento, o moliceiro Doroteia Verónica, de Gonçalo Vieira, foi o primeiro a chegar. Eram 20h15. “Nunca vi nada assim”, afirmou ao Correio do Vouga José Vieira, irmão do vencedor e “comandante” no moliceiro José Miguel, um dos quatro que não usaram motor. “Já ganhei duas vezes com nortada, mas assim… A água estava de lanço. Se estivesse a encher, tínhamos aproveitado a corrente”, acrescenta.
O concurso de painéis foi ganho pelo moliceiro Pequenito, de Manuel Nunes Valente “Cagaréu”, de Ovar. Pintou-o Zé Manuel, pintor da Murtosa.
Aposta no mercado espanhol
No final da regata, apesar do pouco vento, Pedro Silva considerou que o “percurso foi notável”, como tem sido habitual. O presidente da Região de Turismo da Rota da Luz seguiu a regata acompanhado de representantes de dois grandes operadores turísticos espanhóis. “No contexto dos barcos tradicionais, a nossa regata destaca-se e é motivo de visita”, afirmou. Pedro Silva mostrou a convicção de que a regata de Aveiro, e por extensão os operadores turísticos da região, vão ver a sua presença reforçada nos programas espanhóis de 2009.
