Centros Paroquiais, corações das comunidades Trofa do Vouga é uma das belas localidades paisagísticas, de um concelho industrial e rural de Águeda.
Há muito que sentíamos a necessidade de um espaço, um local que fosse de comunhão e de formação — um centro paroquial.
A sua evolução tem sido uma realidade. A parceria entre a indústria e os cultivos de uma agricultura caseira tem vindo a ser o barómetro de um desenvolvimento com as características destas terras. E a sua sobrevivência, em tempos de crise ou não, deve-se, em parte, a esta dicotomia de trabalhar com sol ou, muitas vezes, já com luar.
Foi um pouco do que fomos encontrar nesta terra, como já o temos constatado noutras.
Foram estas e outras ideias que dialogámos, numa manhã destes dias, com o padre Manuel Mário Ferreira, pároco de São Salvador da Trofa do Vouga e ainda da de São Pedro de Segadães.
Bela manhã, de quando em vez, inebriando-nos com a paisagem vouguense, ali aos nossos pés, contemplada da colina altaneira onde nasce e cresce o Centro de Pastoral Paroquial!
“Não havia nenhum espaço e as catequeses estavam a ser dadas nos vãos das escadas, na igreja, nas sacristias, sem nenhuma comodidade. Foi perante esta realidade que, de acordo com o Conselho Económico, resolvemos avançar para este empreendimento, que não tem sido fácil em tempo de tanta crise, como deve compreender, mas a generosidade deste Povo que consegue vencer todas as dificuldades é de enaltecer, estimular. Vamos ficar aqui com uma estrutura paroquial de que certamente esta comunidade muito se orgulhará,” começou por nos sintetizar o jovem pároco, Padre Mário. E prossegue: “Para além destas estruturas imprescindíveis na vida de uma Paróquia, temos ainda, no semi-rés-do-chão, a sede dos escuteiros, com 120 elementos. Andavam por aí deslocados em três locais. Os jovens e irmandades não tinham espaços onde pudessem reunir. Em conclusão: Para nenhum movimento da paróquia havia espaço capaz de ajudar as pessoas a congregarem-se e a tirar o sentido de comunidade, de comunhão em Igreja.
Radiografada esta realidade, esclarece que com o Conselho Económico Paroquial, e com uma Comissão nova constituída, junta-mo-nos, unimo-nos neste projecto e aqui está a obra que vê e prestes a chegar ao fim, em local aprazível, uma varanda sobre o Vouga de encantos ímpares.Um cenário, em primeiro plano, de arvoredo que irá ser também um atractivo para os jovens escuteiros, ou não gente que ama a Natureza”, conta e canta, o padre Mário, pároco destas terras há cinco anos, contemplando a estrutura que ele esboçou, os técnicos da Câmara de Águeda deram corpo e os construtores estão a erguer, uma edificação por administração directa, referiu reforçando que “o Centro Pastoral Paroquial é o prolongamento da igreja, e é tão importante como a Igreja. Não podemos hoje ver a Igreja reduzida ao seu espaço de culto, à sacristia”, disse, e salientou que “este espaço se destina só a actividades específicas paroquiais”. A vertente social está bem coberta por boas instituições particulares ou oficiais. A paróquia dá o seu apoio, havendo uma boa cooperação.
— Depois do que nos falou desta estrutura — o Centro Paroquial e doutras — , a Trofa, com 3500 habitantes, têm ainda condições para se desenvolver muito mais?
— Com certeza, muito mais! Veja que uma obra, de um investimento de 130 mil contos, que começou há ano e meio, neste momento estão gastos 70 mil e ela aí está quase pronta. Não tivemos comparticipações de ninguém, apenas da Câmara de Águeda no projecto e outros aspectos logísticos. O que vê é do Povo e feito pelo Povo — remata.
