Prémio Árvore da Vida consagra «dimensão do insondável»

O compositor Eurico Carrapatoso considerou que a distinção do prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes consagra a dimensão do insondável que sempre sondou e quis desenvolver.

“O simples facto de sentir que outros têm descoberto esta mensagem é uma manifestação de ressonância e cumplicidade”, referiu ao receber o prémio atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, em parceria com a Rádio Renascença, no dia 17 de Junho, em Fátima, no decorrer da sétima Jornada Nacional da pastoral da Cultura, dedicada ao «Elogio da Fraternidade».

A Igreja Católica distinguiu o compositor Eurico Carrapatoso, reconhecendo que a «pessoalíssima gramática sonora» do autor «mergulha profundamente na tradição musical portuguesa», tendo por diversas vezes «origem ou motivação religiosa».

Para o compositor, a distinção é “grande e pesada”, pelo que acusa “a responsabilidade pela volumetria dos mestres que receberam o prémio em edições anteriores”. “A minha música parte de ideias simples e processos claros”, referiu, acrescentando que a sua “gramática é transparente”, sem pretensões de “alcançar o Evereste, nem a serra da estrela”. “Basta-me ter a altura da minha serra de Bornes”, disse ao autor, natural de Trás-os-Montes.