A preservação do salgado aveirense é um tema consensual na sociedade aveirense, como uma vez mais ficou demonstrado na cerimónia de apresentação do livro “Ecomuseu do Salgado de Aveiro. Preservar para transmitir”, da autoria de Énio Semedo, que decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Aveiro, e que contou com uma vasta plateia.
A vereadora Maria da Luz Nolasco, que presidiu à sessão, evocou algumas das iniciativas realizadas em Aveiro, na última década, em prol da preservação e valorização do salgado aveirense, mostrando disponibilidade da autarquia para colaborar na defesa do salgado.
Para Énio Semedo, a preservação do salgado não passa pela realização de eventos mais ou menos festivos e culturais, mas por um trabalho duro no terreno, porque também dura é a faina na marinha. Se o objectivo for mesmo o de trabalhar a sério para encontrar viabilidades económicas para o salgado, nomeadamente através de algumas das propostas que apresenta no seu livro, Énio Semedo está pronto a dar a sua colaboração activa, a ir para o terreno, que tão bem conhece, com aqueles que realmente queiram inverter o progressivo e constante declínio do salgado, sejam os marnotos, sem os quais nada se pode fazer, seja a autarquia, os investigadores e os empreendedores que queiram investir nas marinhas, no sal e no desenvolvimento de novos produtos baseados no sal de Aveiro.
C.F.
Exposição monográfica sobre o sal
No final da apresentação do livro “Ecomuseu do Salgado de Aveiro. Preservar para transmitir”, foi inaugurada uma Exposição Monográfica sobre o Salgado de Aveiro, que se encontra patente ao público na Galeria dos Paços do Concelho de Aveiro, até ao dia 7 de Março, constituída por um acervo cedido pela autarquia, por Énio Semedo e pelo Clube dos Galitos.
A exposição é constituída por um leque muito diversificado de peças, nomeadamente: fotos, postais ilustrados, recortes de jornais, miniaturas de utensílios usados na marinha, obras de arte (assinadas por Cândido Teles, Lauro Corado, José Bello, Zé Penicheiro e J. Mendonça), saleiros em porcelana, livros, equipamentos usados pelos marnotos e, claro, sal.
