Primeiro-ministro inaugurou plataforma logística de Cacia

Porto de Aveiro recebeu investimentos de 175 milhões de euros nos últimos três anos

O primeiro-ministro dedicou dois dias ao distrito de Aveiro, procedendo a inaugurações e anunciando investimentos públicos. Na sexta-feira, 20, em Couto de Esteves (Sever do Vouga), José Sócrates anunciou a construção das barragens da Ermida e de Ribeiradio, no Rio Vouga, que vão custar 150 milhões de euros, dando emprego a 550 pessoas, numa obra do consórcio Martifer/EDP.

À tarde, antes de visitar a Misericórdia de Vagos, o primeiro ministro inaugurou a Plataforma Logística Portuária de Aveiro – Pólo Cacia e, com uma extensa comitiva de autarcas, empresários e jornalistas, visitou as obras da linha ferroviária entre o Porto de Aveiro e a plataforma de Cacia (onde as mercadorias podem fazer “um intervalo” antes de saírem pela Linha do Norte ou de seguirem para o Porto de Aveiro), viu as obras da última fase da Via de Cintura Portuária, observou o terminal de granéis líquidos e de granéis sólidos e resumiu com um número o investimento público nos últimos anos: 175 milhões de euros no Porto de Aveiro, um porto “essencial para a economia regional e nacional”. A este número há que acrescentar o investimento privado: 67 milhões. “Estes últimos três anos significam um período de ouro”, disse.

A aposta pública nas acessibilidades, por mar e por terra, tanto pela rodovia como pela ferrovia, “são importantes para acompanhar a economia, para que as empresas tenham as melhores condições para colocar o produto no sítio certo no momento certo”, afirmou o primeiro-ministro.

Em contexto de crise, “daquelas que só se vivem uma vez na vida”, José Sócrates teceu louvores ao investimento público e realçou que a melhor atitude é “cerrar os dentes e enfrentar as crises, não com um optimismo de estouvados, mas com optimismo”. “Nunca vi o pessimismo nem o desânimo criar um único posto de trabalho”, acrescentou.

Ribau Esteves, autarca de Ílhavo, lembrou mais uma vez que a desejada marina da Barra poderia ser uma “âncora capital” para a região, “contra a próxima crise”, e desejou que o governo aprove o “cluster do mar” (cluster: concentração de empresas e organismos, relacionados entre si, para constituírem um pólo competitivo). “É tempo de acabar com os fóruns do mar e as unidades de missão, que só servem para debater”, e de “materializar” em acções concretas o interesse pela economia marítima. “Espero que o governo tenha a inteligência de aprovar o cluster do mar, que reúne entidades públicas, poder local e empresas da região”.

Ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino, coube o anúncio nas novas obras: a dragagem do canal de navegação à cota -12 e o prolongamento em 200 metros do molhe norte. Com estas obras, o Porto de Aveiro poderá receber navios com 10 metros de calado e 200 metros de cumprimento – com mais segurança.

No sábado, José Sócrates visitou a Escola Secundária Gomes de Almeida (Espinho), apresentou o programa Pólis da Ria (em Ovar, 97 milhões de euros para requalificar a Ria em cinco anos), visitou uma fábrica que é exemplo em tempos de crise (a Exporlás, em Cortegaça – fabrica cordas e fios em fibras sintéticas), inaugurou o edifício das Florinhas do Vouga e presidiu à apresentação do programa Emprego 2009 (ver pág. 12) e reuniu com parceiros sociais no Governo Civil de Aveiro.

Jorge Pires Ferreira