Professores sentem orgulho em ser escolhidos pelos alunos

Encontro de formação centrou-se na defesa da vida e na situação da EMRC A reflexão e partilha de experiências sobre a situação actual da EMRC (Educação Moral e Religiosa Católica) nas escolas estatais e a sensibilização e informação sobre o Kit “Vidas com Vida” definiram a temática de mais uma Acção de Formação promovida pelo SDERE (Secretariado Diocesano da Educação Religiosa nas Escolas), destinada aos professores de EMRC da Diocese de Aveiro.

Foi no Seminário de Santa Joana, no passado dia 17 de Outubro, que vários professores/educadores tiveram a oportunidade de receber formação sobre a Vida e sobre o respeito por ela, seja sobre qualquer fase, ou etapa, de que se fale.

Num primeiro momento, a acção foi orientada sobretudo pela Dr.ª Thereza Ameal (Membro dos Órgãos Sociais da Federação Portuguesa pela Vida). Reflectiu-se sobre a nossa sociedade, onde a cultura de morte se opõe claramente à cultura de vida, onde termos como “interrupção”, “despenalização”, entre outros, são eufemisticamente utilizados, escondendo uma dura realidade, pois, “quando interrompemos uma aula, podemos retomá-la, o mesmo não se passando com a interrupção de uma vida”; igual situação se aplica ao verbo “despenalizar”, que não é deixar de punir, mas tornar legal abortar”.

Numa altura em que se fala de um novo referendo sobre o aborto, é importante formar e ser-se formado, para que a lealdade prevaleça naquilo que se torna público. Contudo, é fundamental informar verdadeiramente. Mostrar, entre muitas coisas igualmente importantes, que estamos a falar de uma VIDA e, sendo legal ou não, o aborto é uma experiência profundamente traumática. Por isso, os riscos que se correm devem ser bem conversados…

Munidos de um Kit “Vidas com Vida”, contendo vários materiais didácticos/informativos explicados pelos formadores da Federação Portuguesa pela Vida, os professores formados foram convidados a formar não só nas escolas, mas também nas paróquias, nos grupos de amigos, na Vida.

Seguiu-se, da parte da tarde, um momento de reflexão sobre a situação actual da EMRC nas escolas estatais, em particular no Ensino Secundário, orientada pelo professor António Madureira, do Secretariado da Educação Cristã do Porto.

Num momento de confronto de ideias e de partilha de experiências, foi sentido por todos os presentes o testemunho vivo e alegre, onde se sublinhou positivamente a diferença e orgulho que há, para um professor de Moral, em ser escolhido pelos alunos, pois o mesmo não se faz em relação ao professor de Matemática, de Inglês…

É uma GRANDE RESPONSABILIDADE para os educadores, mas também para os poucos educandos que ficam e marcam a diferença (seja no espaço de 45 ou 90 minutos de aula). Estes poderão ser vistos como os pequenos “grãos de mostarda”, as “sementes que podem frutificar”. São estes os alunos que podem ir mais longe, no desafio e na proposta da fé.

Perante as dificuldades que se apresentam à real presença da disciplina de EMRC nas escolas, fez-se um apelo à CONFIANÇA, ao TESTEMUNHO, e à CRIATIVIDADE. Dando como exemplo a Música, onde muitas vezes símbolos cristãos são utilizados para passar mensagens com os quais se pretende destruir os nossos valores, o professor Madureira defendeu que estas situações não devem ser por nós, educadores, ignoradas, mas, pelo contrário, trazidas para a sala de aula e desmontadas, para que os nossos alunos desenvolvam um sentido crítico que lhes permita fazer as suas opções sem serem manipulados por interesses muitas vezes, quase sempre, pouco claros. É importante que aprendam a fazer uma leitura cristã da vida.

Como o “Jovem Rico”, nem todos quiseram seguir Jesus; mas importa semear…

Isabel Sofia Soares