Promessas nos momentos de fragilidade

Religiosidade Popular – 4 Que sentido têm as promessas feitas a Deus e a santos por ocasião de uma particular fragilidade de vida?

A promessa faz parte da nossa condição humana, seja em momentos de fragilidade ou não. A vida em realização é fruto de uma promessa que se há de cumprir plenamente. Jesus é o garante deste cumprimento e, nele, do futuro prometido que nos aguarda, uma vez que por ele já está alcançado.

A realização da vida depara-se com várias ameaças, sobretudo em fases especialmente perigosas ou delicadas. A confiança em Deus e nos santos, seus e nossos amigos, desperta energias adormecidas e suscita pedidos de ajuda reforçados com a palavra dada. A fé cristã ou crença religiosa confirmam perante a consciência o valor desta palavra dada, por vezes, com juramento. Deus respeita a pessoa que faz promessas. “Interessa-Lhe” a pessoa que quer salvar. O que ela promete tem um grande valor enquanto serve de recurso e, por isso, deve cumprir-se, sendo possível. Não sendo, a pessoa precisa de ser ajudada para compreender o que está “em jogo” e pode ser resolvido de forma digna. Como se é confiante ao fazer a promessa, assim se deve ser fiel no cumprimento do prometido, sendo possível. Ou então aceitar que há outras formas de “pagamento” e de libertação do dever que pesa sobre a consciência. Também aqui a Igreja quer ser libertadora, sem deixar de respeitar a consciência responsável.

Certamente que, neste campo, há muitos outros elementos que merecem consideração. Mas o mais importante continua a ser o bem que Deus quer para aqueles que ama e a responsabilidade sustentada daqueles que acolhem esse bem.

Na próxima semana: Que desafios pastorais coloca a religiosidade popular a toda a Igreja?