Quartel de Sá posto à venda para cobrir o “buraco” do fundo de pensões dos militares.
O atual quartel da GNR (antigo Quartel de Sá), em Aveiro, é um dos 31 edifícios das Forças Armadas que o Conselho de Ministros aprovou para venda, cujas receitas visam cobrir o “buraco” de 30 milhões de euros do fundo de pensões dos militares.
O Governo optou por um modelo único de rentabilização patrimonial, mandatando o Ministério das Finanças, através da Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças, e o Ministério da Defesa Nacional, através da Direcção-Geral de Armamento e Infra-Estruturas de Defesa, para levar a efeito a operação de rentabilização dos imóveis, a qual passa pela venda ou constituição de direito de superfície por hasta pública ou negociação nos termos da lei.
Para além do quartel de Aveiro, ocupado pela GNR, fazem parte da lista o palácio e quinta de Caxias, em Oeiras, o palácio e quinta da Alfarrobeira, em Lisboa, o quartel de Penafiel, o quartel da Azeda de Baixo, em Setúbal, o quartel da Lapa, em Figueira da Foz, diversos prédios habitacionais e terrenos.
O espaço do atual Quartel de Sá foi ocupado, até meados da década de 1880, pelo Convento da Madre de Deus, também conhecido por Convento de Sá, fundado em 1644, e que albergava religiosas franciscanas.
Na noite de 11 de janeiro de 1882, grande parte do convento foi destruída por um incêndio. Dois anos mais tarde, o edifício do Convento da Madre de Deus, com a cerca anexa, foi cedido à Câmara Municipal de Aveiro, para aí se construir um quartel militar, cujas obras se iniciaram em 1885, ficando concluído em 1888. No dia 8 de setembro de 1888 o Regimento de Cavalaria 10 mudou para o quartel de Sá, deixando as instalações provisórias no antigo Convento de Santo António.
Com a venda deste quartel, a cidade de Aveiro deixa de ter instalações militares. De referir que o quartel do antigo Regimento de Infantaria 10, imóvel também ele centenário, situado junto ao Parque Municipal Infante D. Pedro, foi demolido este ano.
