O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) tem como mandato central o combate à pobreza. É a tentativa de resposta ao compromisso dos líderes mundiais de atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). O PNUD adopta uma estratégia integrada, respeitando sempre as especificidades de cada país, para a promoção da governabilidade democrática, o apoio à implantação de políticas públicas e ao desenvolvimento local integrado, a prevenção de crises e a recuperação de países devastados, a utilização sustentável da energia e do meio ambiente, a disseminação da tecnologia da informação e comunicação em prol da inclusão digital, e a luta contra o HIV.
Num gesto que se repete, louva e regista anualmente, os embaixadores da Boa Vontade do PNUD Ronaldo e Zidane organizam uma “Partida contra a pobreza”, que procura arrecadar recursos para acções de combate à fome. Para esta terceira “Partida contra a Pobreza”, foram convidados 40 jogadores de 27 clubes, entre os quais estarão Ricardo, João Moutinho, Sérgio Conceição, Miguel, Hugo Viana, Rui Costa, Fernando Meira,… e, inclusive, o técnico José Peseiro. Além dos futebolistas, marcarão presença outros desportistas, como o jogador de golfe espanhol Sérgio Garcia. O jogo realiza-se em 22 de Dezembro, no LTU Arena, em Düsseldorf, na Alemanha. Os recursos arrecadados nas últimas partidas foram investidos em projectos de combate à pobreza no Brasil, Camarões, Guiné Bissau, Haiti, Marrocos, Namíbia, Sri Lanka e Vietname.
Continuando na mesma linha natalícia, já está prometido, também, para grande e lamentável alegria portuguesa, o FUTEBOL (Fundo de Utilização de Trocos Europeus para Burlar o Orçamento Lusitano)! Este Fundo é uma burla porquê? Porque continuamos a precisar dele; porque nunca saímos dele; porque cada vez estamos pior mesmo com ele; porque só alguns é que viverão dele; porque é difícil acreditar nele. A sua administração tem sido, por parte do Estado, tão pouco verificável empiricamente que já só se acredita com recurso à fé e, como o Estado é laico,… morrem por si as tentativas de imanência do transcendente!
É deprimente não termos vergonha da administração de oportunidades sucessivamente perdidas. Aqueles milhões da Europa deveriam ser sentidos, por todos nós, como o PNUD das Nações Unidas!
Já agora, para quando um joguito para conseguir uma receita a nosso favor?
Desportivamente… pelo desporto!
