Perguntas & Respostas
Religiosidade Popular – 5 Faz parte do desafio o ser composto por duas realidades, nem sempre totalmente opostas: a que existe e a que deveria existir ou se deseja fazer surgir. A religiosidade popular e a missão da Igreja, quando “confrontadas”, podem evidenciar alguns desafios pastorais. Enumeram-se os que parecem mais urgentes no nosso contexto socio-religioso: Situar-se numa sociedade em que forças aguerridas e bem posicionadas apostam no esvaziamento espiritual dos símbolos humanos e cristãos, na releitura descontextualizada da história e na criação de uma nova era em que a pessoa se assume, predominantemente, como um indivíduo que busca a autossatisfação em cada momento da vida e em cada fragmento da realidade. Saber situar-se para agir corretamente. Conhecer a religiosidade popular, a riqueza do seu conteúdo e a ambiguidade de algumas das suas expressões. Reconhecer que a fé cristã só existe em pessoas que fazem parte de um povo e precisa de se manifestar de forma humana: pessoal e comunitária, em grupos e multidões, nos “ritos de passagem” e na normalidade do quotidiano. Valorizar o humano que naturalmente está aberto ao divino e lançar pontes de relação por meio do anúncio do Evangelho e de outras formas de transmitir a fé e educar as razões de esperança. Inserir elementos festivos da religiosidade popular na celebração da liturgia, tornando-a mais familiar e participativa. Purificar as deformações que possam existir no cristianismo popular e noutras formas de expressão religiosa. Fazer nascer uma configuração de Igreja onde o povo sente que está “em casa”, se reconhece como igreja, e vê satisfeitas as suas necessidades espirituais e aceites as suas capacidades humanas e apostólicas. Fazer convergir as iniciativas pastorais para ir logrando que a fé cristã se faça cultura da vida para todos.
Georgino Rocha
