Perguntas & Respostas
Religiosidade Popular – 3 O valor das peregrinações é posto em evidência na história dos povos, designadamente do povo bíblico, na Igreja, na vida de cada pessoa. Mesmo que não demos conta, somos seres peregrinos. Estamos todos “em trânsito”, rumo a três horizontes bem definidos: o tempo que nos aponta a eternidade, o santuário da consciência que nos proporciona o encontro mais íntimo e profundo com Deus, os locais de culto onde nos esperam os irmãos em humanidade e na fé para a comunhão desejada.
A experiência mostra à saciedade este nosso modo de ser. Por isso a peregrinação condensada na ida a Fátima ou a outro local religioso realça e valoriza a nossa condição humana: somos peregrinos que vamos ao encontro do Senhor. Para nos facilitar o desejado encontro, Ele quis assinalar certos espaços, como os santuários e ermidas, ou marcar presença por algum dos seus amigos. Destacam-se, como é normal, Nossa Senhora, os Apóstolos e outros mais próximos das situações atuais que as pessoas vivem.
Estes locais e a memória do que neles se faz proporcionam ao visitante peregrino um ambiente propício para realizar a experiência gratificante que procura e para se sentir atendido em suas necessidades. Por isso, os responsáveis dos santuários têm vindo a dispensar uma crescente atenção às pessoas em peregrinação e a proporcionar-lhes os meios de que carecem para darem “o passo possível” nos caminhos da fé que ilumina e fortalece os esforços da razão humana.
Na próxima semana: Que sentido têm as promessas feitas a Deus e a santos por ocasião de uma particular fragilidade de vida?
