Quem não marca…

Vitória de Setúbal 1 – Beira-Mar 0 …arrisca-se a sofrer! O velho ditado do futebol voltou a ganhar expressão este fim-de-semana. O Beira-Mar dominou o jogo, mas revelou-se ineficaz na finalização, sofrendo um golo de bola parada. Novamente pela margem mínima, a segunda derrota consecutiva dos aveirenses.

Circunstância

Estádio do Bonfim; cerca de 3182 espectadores. Árbitro: Manuel Mota (Braga). Golo: Ricardo Silva 68’.

Percurso

O Setúbal chegou à 5.ª jornada com um saldo de uma vitória (P. Ferreira), um empate (Olhanense) e duas derrotas (Porto e Braga) que lhe conferiam o 12.º posto.

O Beira-Mar, após dois empates sem golos nas duas primeiras rondas, brilhou ao golear em Guimarães (0-3), tendo sofrido o primeiro golo e a primeira derrota em Aveiro na pretérita jornada (ante o Leiria). Ocupava a 6.ª posição.

Aveirenses por cima

O Beira-Mar dominou por completo a primeira parte desperdiçando soberanas ocasiões para inaugurar o marcador por Artur, Douglas e Cristiano. Este último lesionou-se quando seguia isolado para a baliza, sendo substituído por Balboa.

Setúbal equilibra

Ao intervalo o treinador do Vitória colocou Bruno Amaro e Rafael Lopes para os lugares de Neca e Pitbull. Os sadinos equilibraram a contenda apesar do melhor futebol ser ainda aveirense. Contudo, na sequência de um canto, o ex-Beira-Mar Ricardo Silva cabeceou a bola de forma fulminante, estabelecendo o resultado final. Até ao final da partida acabou por ser o Setúbal quem mais perto esteve do golo.

Arbitragem

Bom desempenho de Manuel Mota, com apenas 4 cartões amarelos mostrados a jogadores sadinos.

Rui Bento

“Fizemos um grande jogo. Tivemos imensas situações de golo. Não nos encolhemos e assumimos o jogo do primeiro ao último minuto. Fomos melhores mas faltou-nos eficácia. Produzimos o suficiente para sair daqui com um resultado volumoso. Faltou-nos marcar golos. As oportunidades foram muitas, mas na hora de marcar não fomos eficientes. Acabámos por sofrer num lance de bola parada. Se o empate já seria injusto o que dizer da derrota”.

Nuno Caniço