Oliveirinha Um grupo de 25 membros do Grupo Cénico Cantares da Ria e de alguns artesãos da região vai recriar, no largo da Feira de Oliveirinha, uma cena de fabrico tradicional do adobe. A iniciativa está marcada para as 10h30 do dia 13 de Outubro, numa organização da Câmara Municipal de Aveiro, e surge no âmbito do V Seminário Arquitectura da Terra em Portugal, que hoje tem início na Universidade de Aveiro (ver Correio do Vouga de 3 de Outubro).
A recriação histórica pretende sensibilizar para uma possível revitalização do fabrico do adobe e, simultaneamente, permitir que a reabilitação do reboco das casas e muros de adobe se faça de forma conveniente, isto é, com o mesmo material e não com cimento.
Durante a recriação, serão fabricados três tipos de adobes: o do lodo da Pateira de Requeixo (terra com gramão, compactada, das margens do Cértima); o de “zorrão” (terra com raízes, compactada, da zona do Campo Largo, da margem direita do Águeda e palha de arroz; na falta da palha, utilizava-se o junco); e o de areia e cal churra – adobe compactado, constituído por areia e cal em pedra, de cor castanha, da zona de Fornos (Cantanhede).
O “Fabrico Tradicional do Adobe” terminará com um almoço tradicional, onde serão servidos rojões com grelos, sopa de feijão, aletria e vinho regional.
A construção em adobe na região de Aveiro foi uma técnica muito utilizada até meados do século XX, quando surgiram outros materiais de construção mais industrializáveis.
O adobe pode ainda ser encontrado nas mais variadas construções, desde edifícios rurais, geralmente de pequenas dimensões, a edifícios urbanos de maior porte, muros, poços, igrejas e armazéns.
