Religiosos e religiosas promovem semana de celebração e antecipam publicações pelo Centenário da República
Pela primeira vez no nosso país, a celebração da vida religiosa no nosso país alarga os seus horizontes, passando da tradicional festa no dia 2 de Fevereiro para toda uma semana dedicada a esta realidade da Igreja Católica, entre 31 de Janeiro e 7 de Fevereiro, tendo como lema “Vida consagrada, solidária na esperança”.
D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro e Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (CEVM), escreve na sua mensagem para esta ocasião (ver CV de 27 de Janeiro) que “a vida consagrada revela-nos que só uma esperança activa se faz compromisso e vigilância. Sabemos em Quem acreditamos”.
“A alegria, o encanto, a beleza, a capacidade de entrega, o testemunho de felicidade, a audácia da missão, a valentia da generosidade e a heroicidade de vidas dadas no silêncio da contemplação ou na vanguarda da missão, desenham o rosto da consagração do nosso tempo”, assinala.
Este responsável faz questão de sublinhar que “os consagrados(as) não vivem alheios à realidade nem são insensíveis aos problemas, nem tão pouco se sentem intocáveis diante da fragilidade humana ou imunes perante o pecado”.
“São muitos, hoje, os pobres, os puros de coração, os oprimidos, os misericordiosos, os perseguidos por amor da justiça e os construtores da paz que nos lembram caminhos de bem-aventurança e nos oferecem modelos evangélicos de consagração. Deles é o Reino de Deus e para eles devem trabalhar os consagrados(as) com renovada e feliz alegria”, indica.
O presidente da CEVM considera que “os consagrados(as) são chamados para esta linha da frente na resposta às novas pobrezas, no acompanhamento solícito junto de quem procura Deus, no serviço exigente da educação, no diálogo lúcido com o mundo da cultura e na atenção fraterna dada aos que vivem afastados da fé ou apenas guiados pela razão e pela ciência”.
Neste Ano Sacerdotal, o Bispo de Aveiro afirma: “Tem primordial sentido voltarmo-nos para a vida e ministério dos sacerdotes, dos presbitérios diocesanos ou dos institutos religiosos, e neles descobrirmos o testemunho feliz e belo da fidelidade do padre radicada na fidelidade de Cristo”.
Livro sobre as ordens religiosas na I República
O livro “Ordens e Congregações Religiosas no contexto da I República” (Gradiva) vai ser lançado no dia 15 de Fevereiro, em Fátima. Trata-se de um estudo encomendado pela Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP).
A obra foi coordenada pelos historiadores José Eduardo Franco e Luís Machado de Abreu, e teve o contributo dos próprios e dos investigadores João Francisco Marques, Nuno Estêvão Ferreira, António Araújo, Fernando Catroga, Augusto Moutinho Borges e Cristiana Lucas, procurando “o esclarecimento da verdade destes acontecimentos da história de Portugal, na qual se inserem a Igreja e as Congregações e Ordens Religiosas”.
